terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pablo Held Trio (Alemanha)

Dias 18 e 19, às 19h – Instituto Goethe
Quando se trata de comentar as qualidades do grupo Pablo Held Trio, a crítica não poupa adjetivos: “a estrela entre os jovens pianistas de jazz”, “uma combinação ideal de improvisação e economia musical”, “um dos grupos mais excitantes de jazz da Alemanha”. O pianista Pablo Held, o baixista Robert Landfermann e o baterista Jonas Burgwinkel são mais que somente um trio. Eles formam uma unidade musical, onde a densidade de seus arranjos flui em um tempo cheio de surpresas, com espaço para romantismos e racionalidades marcarem terreno na execução das peças escolhidas, pois Pablo Held combina a tranquilidade do veterano com o apetite voraz de um homem nos seus vinte e poucos anos, querendo experimentar jazz em todas as perspectivas possíveis.
Ficha técnica:
Músicos: Pablo Held (Piano), Robert Landfermann (Baixo) e Jonas Burgwinkel (Bateria) / Duração: 60min / Recomendação Etária: Livre

Fuerza bruta (Argentina)

Dias 15 e 16, 18, 19, 20 e 21, às 22h – Pepsi on Stage
Dia 22 às 18h e às 22h – Pepsi on Stage
Tudo o que acontece aqui é real. Não há cenário. Não há convenções teatrais. Cada um tem um papel nessa ação. A linguagem é abstrata e deixa o espectador livre para interpretar o que quiser. O espaço se modifica durante o trabalho e o público fica em pé ao redor da área de representação de onde deve acompanhar o show, pois é fundamental que nada seja previsível. Nada será avisado com antecedência. O trabalho é cheio de surpresas – e surpresas não são efeitos – que são uma constante e um estado necessário dos efeitos desse trabalho, modificando profundamente a realidade do público presente. O espectador não está emocionalmente salvo em nenhum momento desse espetáculo. Se libertando dos confins da língua falada e convenções teatrais, Fuerza bruta é um evento em que os mundos se colidem e a realidade fica para trás. Durante a performance os artistas  estão imersos em 360º de efeitos visuais arrebatadores, a poucas polegadas de distância de seu público: um homem corre sobre uma plataforma atravessando paredes móveis, performers suspensos no ar, rodeados de um vasto mar e mulheres exuberantes se mexendo etereamente em uma piscina de acrílico acima dos espectadores. Um dos grandes criadores argentinos Digui James é responsável por essa encenação personalizada.
Ficha técnica:
Direção: Fabio Dáquila / Direção técnica: Alejandro García / Produção: Diego Weinschelbaum / Produção executiva: Analia Turuzzi e Liz Hood / Elenco: flutuante / Duração: 75min / Recomendação etária: 16 anos

Ido Tadmor (Israel)

Dias 13 e 14, às 19h – Instituto Goethe
Premiado nos quatro cantos do planeta, o bailarino Ido Tadmor vem pela primeira vez a Porto Alegre, trazendo o espetáculo The empty room, Moonlight sonata, And Mr e Netta. São quatro coreografias com músicas de Puccini, Mozart, Beethoven e Alberto Schwartz. The empty room conta histórias da vida cômico-dramática de um casal que lida com suas dificuldades: o amor e o medo que envolvem as relações afetivas. Moonlight sonata é um canto feito para música e dança que levou o bailarino a um mundo onde a criação deixa o espectador interpretar suas próprias imagens. And Mr é um solo intenso que trata de solidão e controle. Em cena está  um homem solitário que vive num quarto escuro e tem que lidar com aspectos de sua identidade e com o fato de que está envelhecendo. Essa criação mostra ao público as memórias de uma busca por amor e amizade a partir da condição essencial do homem: a solidão.  Netta é uma criação abstrata que lida com extremos,  na tentativa de chegar aos limites físicos e expandir as limitações do corpo. A coreografia é dedicada à mãe de Ido, Netta Tadmor.
Ficha técnica:
THE EMPTY ROOM – Coreografia: Ido Tadmor / Elenco: Ido Tadmor e Shany Katzman / Música: Mozart e Puccini/ Duração: 26min // MOONLIGHT SONATA – Coreografia e Elenco: Ido Tadmor / Música: Beethoven / Duração: 6min // AND MR - Coreografia: Rachel Erdos / Elenco: Ido Tadmor / Música: Alberto Shwartz / Duração: 26min // NETTA - Coreografia: Ido Tadmor / Elenco: Ido Tadmor / Duração: 11min / Recomendação etária: Livre

Cão que morre não ladra (Portugal)

Dias 05, 06 e 07, às 19h – Teatro do SESC
O espetáculo da Companhia do Chapitô é uma comédia de humor negro que fala de uma família com um problema bastante sério, pois tem uma maneira própria e especial quando lida com a perda de um ser amado. Uma família despedaçada e partida ao meio pela tragédia, mas finalmente reunida. Diretamente de Portugal, a Companhia do Chapitô, criada em 1996, visita o Porto Alegre em Cena com um espetáculo baseado no trabalho físico do ator e que, através de gesto e imagem, convida a participação ativa da plateia. Uma das atrações internacionais mais aguardadas do festival, esse “Cão” promete surpreender pela originalidade da encenação e das vigorosas interpretações do elenco, com sucesso por onde quer que tenha se apresentado.
Ficha técnica:
Direção: John Mowat / Criação: Coletiva / Elenco: Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas / Assistente de direção: Katrina Brown / Gravação e Edição áudio: Tiago Cerqueira / Cenografia: Kevin Plum / Produção: Tânia Melo Rodrigues / Tradução de textos: Carole Garton / Iluminação: Luís Moreira e Paulo Cunha / Duração: 60min / Recomendação etária: 12 anos

Ballet National de Marseille (França)

Dias 08 e 09, às 21h, Teatro do Bourbon Country
Pela primeira vez entre nós, o Ballet National de Marseille, um dos grupos mais importantes da dança contemporânea europeia, preparou uma apresentação com duas coreografias muito especiais: a primeira, Tempo Vicino, é inspirada na obra de John Adams e assinada pela coreógrafa Lucinda Childs. O papel de cada dançarino é determinado pela estrutura da música, onde a precisão dos movimentos cria uma relação singular entre os dançarinos e o espaço. No primeiro movimento, oito bailarinos exploram todas as possibilidades ao contracenarem. No segundo movimento, a atmosfera é contida e os dançarinos se movem pelo espaço sem um senso comum. No terceiro e último movimento, há um novo ponto de partida, um novo jogo coreográfico. Uma grande oportunidade para os amantes da dança contemporânea conhecerem o trabalho de Lucinda Childs, cujas parcerias com Bob Wilson e Philip Glass lhe alçaram a categoria de celebridade mundial. Uma coreógrafa respeitada pela ousadia de sua linguagem e suas propostas coreográficas. Imperdível. O segundo espetáculo, Organizing Demons é assinado pelo coreógrafo Emanuel Gat, renovador, calmo e estimulante, num estilo conhecido tanto sensual quanto ousado. O trabalho busca demonstrar, através da dança, a tentativa incansável de organizar o movimento através do tempo e espaço, somente para concluir que a arte é incapaz de realizar essa proposta.
Ficha técnica:
Direção artística: Frédéric Flamand / Bailarinas: Catarina Christl, Malgorzata Czajowska, Noémie Ettlin, Nonoka Kato, Kety Louis-Elizabeth, Mylène Martel, Béatrice Mille e Valeria Vellei / Bailarinos: David Cahier, Vito Giotta, Angel Martinez Hernandez e Nahiamana Vandenbussche / Maitre de Ballet: Thierry Hauswald / Direção técnica: Rémi D’Apolito / Direção de palco: Frédéric Duru e Philippe Grosperrin / Figurino: Aurélie Lyon / Direção de comunicação e Gerência: Pierre Thys / Responsável pela turnê: Sophie Bequart-Guis / Duração: 70min / Intervalo: 20min / Recomendação etária: Livre

Mãe Coragem e seus filhos (Alemanha)

Dias 06, 07 e 08, às 20h – Theatro São Pedro

Há muitos motivos para o festival se orgulhar de anunciar essa obra em sua programação: o autor, o grupo, o diretor, o texto. Vamos a eles: o texto de Bertolt Brecht transformou-se em um grande clássico do teatro mundial; é a primeira vez que o Berliner Ensemble, célebre grupo alemão, se apresenta em Porto Alegre; a montagem detalhada e fiel de Claus Peymann mostra, pela primeira vez, uma encenação sua ao público brasileiro. Vale lembrar que ao encenar as peças de Thomas Bernhard Peymann revelou ao mundo a excepcional dramaturgia do autor austríaco. A história de Mãe Coragem e seus filhos flagra Anna F., em plena guerra, tratando de salvar seus filhos entre a penúria e as atrocidades de um tempo sem paz. A guerra é a grande vilã do texto brechtniano. A personagem central perde sua propriedade, seu único e tardio amor, seus filhos e irá se mover sozinha, entre escombros e ruínas. A montagem de Peymann tem o brilhantismo dramático exigido pelo texto de Bertolt Brecht e é um dos pontos mais altos da história artística do Porto Alegre em Cena.

Ficha técnica:
Música: Paul Dessau / Elenco: Carmen-Maja Antoni (Mãe coragem), Winfried Goos (Eilif), Traute Hoess (camponesa, a esposa do camponês, menina cantora), Andy Klinger (O soldado, narrador, o jovem camponês), Anna Graenzer (Katarina), Martin Seifert (O sargento), Veit Schubert (O sargento chefe, Soldat), Martin Schneider (O recrutador, coronel, soldado, intendente), Michael Rothmann (Schweizer), Axel Werner (O general), Detlef Lutz (O camponês, soldado), Michael Kinkel (Pastor, soldado), Manfred Karge (O cozinheiro), Roman Kaminski (O camponês), Ursula Höpfner-Tabori (Yvette Pottier) / Músicos: Katja Kulesza (violino), Volker Schindel (acordeon), Silke Eberhard (saxofone, clarinete, baixo clarinete), Clemens Rynkowski (teclado e voz) / Direção: Claus Peymann / Cenário: Frank Hänig / Figurino: Maria-Elena Amos / Dramaturgia: Jutta Ferbers / Direção musical: Rainer Böhm / Produzido pelo Berliner Ensemble em colaboração com o Change Performing Arts / Duração : 180min (com intervalo de 15min) / Recomendação etária : 14 anos

Tocaia (RS)

Dia 17 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Ernesto Pasqualini - Restinga
Dia 18 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Afonso Guerreiro Lima – Lomba do Pinheiro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Inspirado no universo regionalista, especialmente nos contadores de causos do interior do Brasil, Tocaia simula uma “contação” na qual três atores representam um crime de sangue. O espetáculo valoriza a corporalidade e o caráter tragicômico da atuação, revelando uma visão, ao mesmo tempo, irônica e amarga sobre a fatuidade do destino humano. Tocaia faz parte do projeto Teatro como veículo de diálogo sócio-cultural, em que, através do Teatro de Rua, os atores do Terceira Margem Grupo de Teatro buscam construir conhecimentos artísticos sobre brasilidade. O espetáculo realizou 15 apresentações em bairros como Restinga, Mário Quintana, Bom Jesus, Vila Cruzeiro, Ilha da Pintada, dentre outros, com o financiamento do Fumproarte da Secretaria Municipal da Cultura e participou do 4º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre.
Ficha técnica:
Direção: Xico de Assis / Texto: Terceira Margem Grupo de Teatro / Elenco: Marcelo Fantin, Rodrigo Ruiz e Xico de Assis / Músicos: Fernando Ávila e Gabriel Görski / Cenários, Figurino e Adereços cênicos: Marco Fronckowiak / Direção musical: Luciana Prass / Produção: Eliza Pierim / Realização: Terceira Margem Grupo de Teatro / Duração: 70 min / Recomendação etária: 16 anos

Quiçá se fosse (RS)

Dia 05 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas – Eixo Baltazar
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Com elementos presentes na música latino-americana, Quiçá, se fosse apresenta diálogos poéticos entre música e letra. Em um repertório de músicas inéditas, a dupla André Paz e Roger Wiest apresenta um leque de possibilidades sonoras com a ajuda de uma diversificada variedade de instrumentos, interpretando as canções de forma bastante peculiar: os  músicos tocam diversos instrumentos e contam com a participação da plateia na execução de algumas músicas, apresentando arranjos vocais elaborados. O grupo Casa de Madeira pesquisa e produz arte a partir das linguagens do teatro e da música. Foi responsável pelo premiado espetáculo As bufa – Prêmio Açorianos 2008 – que circulou por 25 cidades da região Sul em 2010, graças ao Prêmio Funarte.
Ficha técnica:
Direção: André Paz e Róger Wiest / Elenco: André Paz e Róger Wiest / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

Queremos uma ciclovia/Queremos un carril bici (RS/Uruguai)

Dia 10 às 15h – Escola Estadual de Ensino Fundamental Antão de Farias
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca (Também se apresenta fora do projeto da Descentralização nos dias 08 e 09, às 17h – Teatro CIEE)
No ano em que o festival homenageia a produção teatral uruguaia com um expressivo número de obras do país vizinho, esse espetáculo constitui um presente ao público local. Queremos uma ciclovia é o show resultante do disco homônimo, gravado em Porto Alegre durante o ano de 2011, com quatorze canções escritas especialmente para crianças, nas vozes de Ana Prada e Queyi (versão em espanhol) e Vanessa Longoni (versão em português). A produção do álbum, gravado no Brasil, é do gaúcho Marcelo Corsetti. O trabalho musical consiste em quatorze histórias desenhadas em quebra-cabeças, bonecas de papel origami e jogos que acompanham as músicas. O show contará com a presença de um grupo muito especial de músicos gaúchos, todos com grande destaque em nosso Estado, que fazem incursão inédita no universo infantil. A linguagem metafórica foi utilizada para facilitar a compreensão do conteúdo das letras. Diferentes temas, relacionados ao cotidiano infantil, tais como o medo de dormir sozinho, não gostar de comer verduras, não querer tomar banho são ressignificados, para mostrar que é possível ultrapassar as fronteiras impostas pelo ritmo da vida moderna nas grandes cidades usando a imaginação. O espetáculo contará com a participação especial das artistas Queyi (Espanha) e Ana Prada, cantora uruguaia que já se apresentou com grande êxito no Em Cena. Um luxuoso sistema de projeções dos jogos e personagens mostrará um espetáculo cativante e encantador para crianças de todas as idades. 
Ficha técnica:
Criação e Composição: Ana Prada e Queyi / Músicos: Vanessa Longoni (vocais), Luke Faro (Bateria), Simone Rasslan (vocais e piano), Gustavo Ferreira (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra) / Produção musical: Marcelo Corsetti / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

O feio (RS)

Dia 22 às 19h30 – Circo Girassol – Leste
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Eu continuo sendo eu se me vejo como outro? O feio é uma ousada comédia que se propõe a refletir sobre o culto à beleza e a sociedade de consumo – importantes questões da vida contemporânea. Privado do sucesso profissional por ser feio, Lette encontra na cirurgia plástica a solução para ascender socialmente. Uma sequência de fatos, porém, o deixa perdido em indagações acerca de sua própria identidade. A inédita montagem do texto no Rio Grande do Sul marca o início da ATO Cia. Cênica, um coletivo de jovens artistas oriundos da área do teatro e do cinema.
Ficha técnica
Direção: Mirah Laline / Texto: Marius Von Mayenburg / Tradução: Christine Röhrig / Adaptação: O grupo / Elenco: Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues / Trilha sonora pesquisada: Mirah Laline / Iluminação: Luciana Tondo e Lucca Simas / Figurinos: Marina Kerber / Cenografia: O grupo / Criação de vídeos: João de Queiróz e Maurício Casiraghi / Operação de vídeos: Maurício Casiraghi / Operação de luz: Luciana Tondo / Operação de som: Manu Goulart / Duração: 90min / Recomendação etária: 16 anos