quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Monoblock, poemas e textos sem eloquência de Juan José Gurrola (México)

Dias 13, 14 e 15, às 19h30min
Teatro Bruno Kiefer

Uma bela parceria com a Bienal do Mercosul presenteia o público do Porto Alegre em Cena com o espetáculo Monoblock. Cada vez mais conectadas, as artes cênicas, o cinema e as artes visuais, revelam surpresas como esta: uma peça em três atos onde o multifacetado artista mexicano Juan José Gurrolanos conduz o público a uma caminhada pela Rua Bucareli – não coincidentemente o nome do tratado assinado entre Estados Unidos e México que proibia a fabricação de monoblocos. Lá ele se vê às voltas com a negra peça automotiva e, em seguida, escreve um poema e alguns textos dedicados a essa vivência que são lidos por Tina French durante um evento, enquanto um refrigerador industrial congela o monobloco localizado em seu interior. No terceiro momento Gelson Gas, com a câmera pronta, empunha o objeto encontrado por Gurrola. O artista mexicano é arquiteto, diretor de cinema e rádio, ator de teatro, cenógrafo, dramaturgo, pintor e fotógrafo.
 

Ficha técnica
Monoblock, Poemas e textos sem eloqüência de Juan José Gurrola / Com Flor Edwarda Gurrola, Tina French e Mauricio Marcin / Coreografia: Ruby Tagle / Escultura: Reproducão de Monoblock de Juan José Gurrola / Cenografia: Reprodução da original de Barbara Wasserman / Recomendação etária: livre / Duração: 45 minutos

Viúva, porém honesta (PE)


Dias 18, 19 e 20, às 19h30min
Teatro Bruno Kiefer
 
O espetáculo do Grupo Magiluth, coletivo teatral que desenvolve pesquisa continuada de linguagem desde 2004 em Recife, é baseado na farsesca peça de Nelson Rodrigues, vencedora do Prêmio APACEPE nas categorias: melhor diretor, melhor ator (Erivaldo Oliveira) e melhor espetáculo do ano de 2012. A trama se desenrola a partir da morte prematura do marido da filha do diretor de um dos mais influentes jornais do país, atropelado por uma carrocinha de picolé. A partir deste fato, ele tenta convencer a menina, de apenas quinze anos, a retomar sua vida e casar novamente, mas a tarefa não é fácil. Ele contrata então uma ex-prostituta, um psicanalista e um otorrinolaringologista, todos charlatães, para dissuadi-la da ideia de viver sozinha e incentivá-la a um novo casamento. O grupo aposta no despojamento da cena e na precariedade dos elementos, o que impulsiona os atores ao jogo teatral. Todos os personagens são revezados pelos cinco atores que executam a montagem dirigida por Pedro Vilela.

 
Ficha técnica
Direção, iluminação e sonoplastia: Pedro Vilela / Texto: Nelson Rodrigues / Elenco: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Pedro Wagner e Mário Sérgio Cabral / Direção de arte: Simone Mina / Montagem técnica: Thiago Liberdade / Produção: Grupo Magiluth / Produção executiva: Mariana Rusu /Recomendação etária: 16 anos / Duração: 80 minutos

 

Extasis (Uruguai)

Dias 13, 14 e 15, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
A direção precisa de um dos maiores diretores uruguaios na atualidade e o texto contundente de Mike Leigh instigam as plateias por onde passa a montagem Extasis. O espetáculo retrata o convívio de quatro amigos trabalhadores que vivem aparentemente alegres na Londres de Margaret Thatcher, mascarando suas angústias e tristezas. Seu único ponto de contato com a realidade é o pub que frequentam após as dez horas diárias de trabalho, e é lá que, numa sexta-feira como qualquer outra, resolvem fazer uma pequena festa particular. Entre muito álcool, humor e afeto, evidenciam o conflito ante a iminência do desemprego que assola o país e a solidão inerente a todos e da qual não conseguem escapar. Extasis foi vencedor do Prêmio Florencio 2012, no Uruguai, em quatro categorias: melhor espetáculo, direção, ator (Gustavo Alonso) e trilha sonora.


Ficha técnica
Direção, tradução e adaptação: Jorge Denevi / Texto: Mike Leigh / Elenco: Marina Rodríguez, Félix Correa, Alicia Alfonso, Gustavo Alonso, Pablo Dive e Guadalupe Pimienta / Trilha sonora: Alfredo Leirós / Produção musical: La Tía Producciones / Figurino: Dante Alfonso / Iluminação: Leonardo Hualde / Cenografia: Rodolfo da Costa / Fotografia e direção de arte: Alejandro Persichetti / Produção e assistência de direção: Claudio Lachowicz / Assistência de tradução: Sandor Percovich / Recomendação etária: 15 anos / Duração: 80 minutos

 

Dez mil seres (Portugal)


Dias 17, 18 e 19, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
Há 12 anos o grupo Dançando com a Diferença trabalha com a Dança Inclusiva e cria belos espetáculos unindo pessoas com e sem deficiência nos seus elencos. Através do trabalho desenvolvido utilizando como base o conceito e as práticas criadas por Henrique Amoedo, eles são hoje referência para muitas companhias ao redor do mundo, que se espelham na sua filosofia e no seu grande potencial artístico. Dez mil seres é o seu mais novo espetáculo. Criado pela renomada coreógrafa portuguesa Clara Andermatt, é um espetáculo onde se busca a percepção dos pormenores, do espaço, e do tempo. O despertar dos sentidos, a descoberta de novos sentidos e o questionamento daquilo que aparente não tem sentido. É o aproximar-se das “Coisas!” numa espécie de viagem labiríntica ao desconhecido.


Ficha técnica
Direção e coreografia: Clara Andermatt / Música original: Jonas Runa / Poema fonético baseado em Ursonate de Kurt Schwitters / Colaboração na dramaturgia e estereogramas: Jonas Runa / Elenco: Aléxis Fernandes, Bárbara Matos, Joana Caetano, Mickaella Dantas, Pedro Alexandre Silva, Sofia Marote e Telmo Ferreira / Figurinos e desenho de luzes: Maurício Freitas / Assistente de ensaios: Ana Raquel Silva / Execução de figurino: Fátima Trindade / Direção artística da AAAIDD e do GDD: Henrique Amoedo / ACCCA - Entidade beneficiária de Apoio à Internacionalização das Artes – DGArtes 2013 / Recomendação etária: livre / Duração: 50 minutos
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

As canções que você dançou pra mim (RJ)


Dias 9, 10 e 11, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
O espetáculo dirigido e coreografado por Alex Neoral, da Focus Cia de Dança, traz à cena todo o romantismo proveniente das canções de Roberto Carlos. No palco, quatro casais cantam, dançam e interpretam um grande pout-pourri que envolve 72 canções do cantor, misturando sentimentos e revisitando sucessos, como Detalhes, Splish Splash, Calhambeque e Fera ferida, entre outros. Os bailarinos colocam música e dança em perfeita sintonia, emocionando e contagiando o público. As canções que você dançou pra mim foi eleito pelo Jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2011 e, em 2012, entrou no guia da Folha de São Paulo como um dos três melhores espetáculos em originalidade e simplicidade.

 
Ficha técnica
Direção e coreografia: Alex Neoral / Elenco: Alex Neoral, Carol Pires, Clarice Silva, Cosme Gregory, Lucas Nunes, Marcio Jahu, Marisa Travassos e Mônica Burity / Direção de palco: Wellison Rodrigues / Pesquisa musical: Alex Neoral / Figurino: André Vital / Iluminação: Binho Schaefer / Operação de luz: Phelipp Raposo / Produção: Tatiana Garcias / Recomendação etária: livre / Duração: 55 minutos

 

Circo negro (PR)


Dias 4, 5 e 6, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
A CiaSenhas de Teatro traz a Porto Alegre o espetáculo Circo negro, dramaturgia do argentino Daniel Veronese, um texto-manifesto que coloca em discussão a própria representação a partir do jogo dos atores. Construído através de sequências de imagens potentes do universo circense, esse instigante trabalho prende a atenção dos espectadores que reconhecem nele temas e situações criadas por quatro atores. Eles assumem a função de intérpretes e explicitam mecanismos do jogo teatral através da apresentação de conflitos e de demonstrações de estados emocionais, gestos e técnicas de atuação. Juntos, todos vivenciam situações em que misturam a realidade teatral e a ficção, os gêneros épico e dramático. Com humor no limite da crueldade, as cenas discutem sobre relações humanas, valores éticos, manipulação da verdade e a relação com a plateia. Daniel Veronese é um dos autores mais aguardados no Porto Alegre em Cena. Esteve presente no festival com diversas montagens elogiadas pelo público e pela crítica.


Ficha técnica
Direção: Sueli Araujo / Texto: Daniel Veronese / Tradução: André Carreira / Assistente de direção: Anne Celli / Elenco: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafael di Lari / Direção de movimento: Cinthia Kunifas / Sonoplastia: Ary Giordani / Iluminação: Wagner Correa / Figurino: Amábilis de Jesus / Cenário: Paulo Vinícius / Produção e maquiagem: Marcia Moraes / Realização: CiaSenhas de Teatro / Recomendação etária: 18 anos / Duração: 60 minutos



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Peep classic Ésquilo (SP)


Dias 16, 17 e 18, às 20h
Teatro Renascença
 
Pela primeira vez na história uma companhia encena todas as peças do mais antigo autor de teatro: Ésquilo. Dentro de um cubo formado por linhas metálicas, sem qualquer trilha sonora, os atores dão vida de forma surpreendente aos textos criados na Grécia antiga. Peep classic Ésquilo é mais do que um espetáculo, é um evento criativo e desafiador que teve amplo sucesso de público e crítica, sendo eleita a melhor estreia nacional de 2012. São seis obras em três dias – As suplicantes e Os persas, no primeiro; Sete contra Tebas e Prometeu, no segundo; e Oresteia I e II, no último –, o que possibilita ao público uma experiência rara e de imenso alcance artístico e filosófico, através de uma estética imprevisível que dialoga com obras de arte atemporais e que desencadeia diversas reações nos espectadores.
 

Ficha técnica
Direção, tradução e adaptação: Roberto Alvim / Texto: Ésquilo / Elenco: Juliana Galdino, Paula Spinelli, Gabriela Ramos, Martina Gallarza, Bruno Ribeiro, Fernando Gimenes, Marcelo Rorato, Renato Forner e Ricardo Grasson / Figurino: Juliana Galdino / Iluminação: Roberto Alvim / Produção Executiva: Marcelo Rorato / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 50 minutos (cada dia)

 

Mandinho (RS)


Dia 14, às 20h
Teatro Renascença
 
O espetáculo Mandinho - “criança pequena” no gauchês falado na fronteira com o Uruguai - é a recriação cênica das canções do disco infantil homônimo de Leandro Maia. Com doze composições, o espetáculo musical ao vivo conta com a participação do autor em interação com bonecos e outras formas animadas, manipuladas pela Cia Gente Falante. As letras das canções estabelecem personagens e situações ligadas à infância de forma lúdica e inteligente, abordando temas ligados à vida familiar e social de forma rica e divertida. Tanto situações cotidianas quanto histórias fantasiosas nutrem o trabalho, marcado pela magia e sensibilidade que contagia o público pela forte presença de brasilidade, em ritmos como samba, baião, maçambique, maracatu, frevo, valsa, afoxé, milonga e chamamé e ritmos de outros países como polca, tango, candombe e chacarera. O show conta com participações especiais de André Mehmari, Simone Rasslan, Luiz Ribeiro e Álvaro RosaCosta, além do elenco de músicos e atores-manipuladores.
 

Ficha técnica
Direção: Maria Fonseca Falkembach / Autor: Leandro Maia / Elenco: Leandro Maia, Thiago Colombo, Fábio Mentz, Felipe Karam, Edu Pacheco, Paulo Martins Fontes, Eduardo Custódio, Marilize Obregón, Nil Gomes, Paulo Gaiger e Rogério Constante / Participações especiais: André Mehmari, Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Luiz Ribeiro / Cenário e Ilustrações: Rodi Núñez / Iluminação: Fernando Ochôa / Música: Leandro Maia / Figurinos: Manuela Gastal / Bonecos e outras formas animadas confeccionadas e manipuladas pela Cia Gente Falante  / Realização: Leandro Maia e Cia Gente Falante / Recomendação etária: livre / Duração: 50 minutos

Eudóxia de Barros (SP)


Dia 13, às 20h
Teatro Renascença
 
Pertencente à Academia Brasileira de Música, a pianista se dedica desde a infância ao estudo de compositores brasileiros e tomou como missão pessoal influenciar o meio artístico para difundir a música nacional. Considerada hoje a maior pianista clássica brasileira, Eudóxia apresenta um recital didático no qual discorre sobre o compositor, a música, e toca um repertório variado com Mozart, Chopin, Liszt, Osvaldo Lacerda (seu falecido marido) e Lorenzo Fernandes. No roteiro da apresentação está ainda Ernesto Nazareth, cujo centenário a artista festejou com o lançamento do LP Ouro sobre azul, há 50 anos, quando introduziu um novo jeito de tocar suas composições.


Ficha técnica

Direção e atuação: Eudóxia de Barros / Recomendação etária: Livre / Duração: 80 minutos

O beijo no asfalto (PE)


Dias 7, 8 e 9, às 20h
Teatro Renascença
 
A direção de Cláudio Lira para a famosa peça de Nelson Rodrigues, O beijo no asfalto, respeita o texto original e acrescenta hábitos contemporâneos, como pertinentes referências às redes sociais e às inserções de imagens e vídeos na internet. Num paralelo ao imediatismo atual, suprime algumas referências cariocas, universalizando essa estória, passível de ocorrer no centro de qualquer outra grande cidade. A trama mostra a reviravolta na vida de um jovem após socorrer - e beijar - um desconhecido que fora atropelado, causando grande repercussão na mídia. O espetáculo se desenrola numa vertiginosa sucessão de quadros com estética cinematográfica e aborda preconceito, hipocrisia e a facilidade com que a opinião pública é manipulada pela imprensa.
 

Ficha técnica

Direção: Cláudio Lira / Texto: Nelson Rodrigues / Elenco: Andrêzza Alves, Arthur Canavarro, Daniela Travassos, Eduardo Japiassu, Ivo Barreto, Lano de Lins, Pascoal Filizola e Sandra Rino / Participações em vídeo: Cardinot, Clenira de Melo, Cira Ramos, Márcia Cruz, Renata Phaelante, Sônia Bierbard e Vanda Phaelante / Voz da locução: Gino Cesar / Música Final: Lêda Oliveira (voz) e Artur Fabiano (piano) / Direção de vídeo cenário: Tuca Siqueira / Iluminação: Luciana Raposo / Cenário: Claudio Lira / Figurino: Andrêzza Alves e Claudio Lira /  Maquiagem: O grupo (Orientação de Lano de Lins e Pascoal Filizola) / Direção musical e preparação vocal: Adriana Milet e Hugo Lins / Orientação de Movimento: Sandra Rino / Produção Executiva: Renata Phaelante e Andrêzza Alves / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 90 minutos