segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A mulher que matou os peixes (França)


Dia 4, às 18h e às 20h
Teatro do SESC
 
Uma mulher adorável que sabia segurar o cigarro entre os dedos médio e anelar. Uma cronista como ninguém antes conseguiu ser. Longe da formatação padronizada da mídia e da pressão da atualidade, ela possui uma audição refinada e cívica das preocupações dos seus leitores. Inspirado nesta figura, o diretor Bruno Bayen apresenta Clarice Lispector, um dos maiores nomes da literatura brasileira do século XX. Essa mulher, "um destino geográfico", nas palavras do diretor, levou a história para além da elegância e empurrou a notícia ao conto surrealista, navegando as considerações de um motorista de táxi com recomendações práticas para seus filhos. A oralidade singular que a caracteriza incentivou o diretor a levar ao palco essa personagem, confiada à atriz Emmanuelle Lafon. O título peculiar A mulher que matou os peixes, é extraído de um conto infantil, no qual Lispector confessa ter esquecido de alimentar os peixes de seu filho.
 

Ficha técnica
Direção e adaptação: Bruno Bayen / Texto: Clarice Lispector / Elenco: Emmanuelle Lafon e Vladimir Kudryavtsev / Colaboração artística e iluminação: Philippe Ulysse / Figurino: Renata S. Bueno / Cenografia: Sabrina Montiel-Soto / Produção e divulgação: Amélie Philippe / Recomendação etária: Livre / Duração: 75 minutos

Oh, os belos dias (SP)


Dias 20, 21 e 22, às 20h
Teatro Renascença
 
Atores como Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos, que acompanham e se fundem com a trajetória do Porto Alegre em Cena, não podiam faltar na programação desta edição comemorativa. Seu mais recente trabalho está na programação do Festival, numa direção de Rubens Rusche, grande pesquisador do teatro contemporâneo, com vasto conhecimento sobre a obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
“Todo o teatro de Beckett, sem exceção, é para mim um retorno ao teatro na sua pureza, ao teatro enquanto teatro, em que o ser humano se encontra integralmente presente em todos os seus dilemas”, observa Rusche. Oh, os belos dias – no original Happy days - é uma peça intrigante em dois atos, onde, num cenário desértico, banhado por uma luz clara e intensa, emerge o tronco de uma mulher, Winnie, enterrada até a cintura. Brutalmente despertada por um som estridente e metálico, Winnie se dedica a suas tarefas cotidianas, como se sua situação fosse absolutamente normal, e fala sem cessar com seu marido, Willie, que permanece oculto e calado na maior parte do tempo. A peça recebeu o prêmio do 17º Cultura Inglesa Festival.
 
 
Ficha técnica
Texto: Samuel Beckett / Direção e tradução: Rubens Rusche / Elenco: Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos / Cenografia: Ulisses Cohn / Iluminação: Wagner Freire / Figurinos e visagismo: Leopoldo Pacheco / Aderecista: Viviane Ramos / Cenotécnico: Fernando Brettas / Assistente de direção: Cláudia Maria de Vasconcellos / Produção executiva: Johanna Rusche / Fotografia: Jean-Charles Mandou / Vídeo: Samuel Rusche / Coordenação geral: Rubens Rusche. Recomendação etária: 14 anos. Duração: 110 minutos (intervalo de 10 minutos)

Zélia Duncan - TôTatiando (RJ)


Dias 16 e 17, às 21h
Teatro do Bourbon Country
 
A ideia do show TôTatiando, de Zélia Duncan é botar uma lente de aumento no aspecto mais teatral da obra de Luiz Tatit - membro fundador do Grupo Rumo, representante da vanguarda musical paulista da década de 1980 - interpretando suas canções através de um viés mais teatral. O show dirigido por Regina Braga conta uma estória, degustando cada canção como se fosse um esquete, com personagens, adereços e recursos específicos. “Eu nunca me senti como uma cantora que ficasse apenas se dedicando ao ofício de cantar, o que já é um serviço para a vida toda, mas experimentando a música que existe nas tantas expressões. Este show não é um ‘musical’ como os que se vê por aí, é um processo inverso. Ao invés de músicas feitas para teatro, é o teatro feito a partir da música. Sim, antes de mais nada, sou uma intérprete musical, com muito orgulho, mas se tornou parte da minha experiência como artista me lançar em outras aventuras que possam representar um desafio, que possam me levar ao inusitado e a algo novo”, define Zélia Duncan.

Ah, a humanidade! E outras boas intenções (RJ)


Dias 14 e 16, às 21h
Dia 15, às 18h
Theatro São Pedro
 
Um dos maiores dramaturgos da nova geração, o nova-iorquino Will Eno apresenta nesta obra um micro universo de personagens comuns em circunstâncias extraordinárias. A parceria de dez anos entre o ator Guilherme Weber e o diretor Murilo Hauser resulta em um inquietante espetáculo que estabelece diferentes possibilidades de diálogo entre atores e espectadores. Num cenário que evoca plasticamente uma catástrofe, os personagens enfrentam situações diversas, como uma coletiva de imprensa, uma gravação de vídeos para uma agência de encontros, o pronunciamento de uma companhia aérea após um trágico acidente e a reconstituição de uma fotografia de guerra. 

Ficha técnica
Direção e tradução: Murilo Hauser / Concepção do projeto: Guilherme Weber e Murilo Hauser / Texto: Will Eno / Elenco: Guilherme Weber, Renata Hardy, Celso Frateschi, Erica Migon e Fabio Mazzoni / Cenografia: Valdir Lopes Jr e Rafael Faustini / Figurino: Cristina Agresta e Paula Strohler / Iluminação: Beto Bruel / Sonoplastia: Murilo Hauser / Revisão de tradução: Erica e Ursula de Almeida Rego Migon / Produção: Verônica Prates - Quintal Produções / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 70 minutos

Não sobre o amor (SP/PR)


Dias 10, 11 e 12, às 21h
Theatro São Pedro
 
A montagem que marcou o retorno de Felipe Hirsch a um espetáculo de câmara teve sua estreia em 2008, com enorme sucesso de público e crítica no Brasil e na Espanha, recebendo o prêmio BRAVO! de melhor espetáculo do ano e o Prêmio Shell de cenário e iluminação. Baseada na troca de correspondências entre os escritores Victor Shklovsky (Leonardo Medeiros) e Elsa Triolet (Simone Spoladore), Não sobre o amor é a realização de uma metáfora. À primeira vista é uma história de amor que se transforma no decorrer de uma relação epistolar. A mulher que nega o seu amor é também a juventude e autoconfiança perdida, a impossibilidade de voltar para casa, é a distância do que somos autenticamente.
 

Ficha técnica:
Peça de câmara de Felipe Hirsch e Murilo Hauser / Autor: Victor Shklovsky e Elsa Triolet / Direção geral: Felipe Hirsch / Elenco: Leonardo Medeiros e Simone Spoladore / Cenografia: Daniela Thomas / Cenotécnico responsável: Nietzsche / Iluminação: Beto Bruel / Assistente de iluminação: Sarah Salgado / Figurino: Verônica Julian / Trilha sonora original e edição: Rodrigo Barros Homem Del Rei e L. A. Ferreira / Trilha sonora pesquisada: Felipe Hirsch e Murilo Hauser / Tradução do material de pesquisa: Ursula de Almeida Rego Migon/ Produção executiva: Bruno Girello / Direção de produção: Luque Daltrozo  / Produção: Daltrozo Produções / Criação e realização: Sutil Companhia de Teatro / Recomendação etária: 12 anos/ Duração: 90 minutos

Sobre o conceito da face no filho de Deus (Itália)


Dias 19, 20 e 21, às 21h
Theatro São Pedro
 
Um dos espetáculos mais emblemáticos e polêmicos desde 2010, Sobre o conceito da face no filho de Deus, já emocionou as plateias das mais diversas formas nas principais cidades da Europa e agora chega diretamente a Porto Alegre, única cidade onde se apresentará no Brasil nesse ano. Do instigante grupo italiano Socìetas Raffaello Sanzio, o espetáculo tem ainda a assinatura do mestre Romeo Castellucci na direção. O grupo italiano Socìetas Raffaello Sanzio e o diretor Romeo Castellucci levantam questões relacionadas à fé, à passagem do tempo e às relações humanas. O espetáculo mostra, em viés naturalista, a ligação entre um filho (interpretado por Sergio Scarlatella) e seu pai (Gianna Plazzi) em frente a um cenário que inclui uma imagem gigante da face de Jesus Cristo, criada pelo pintor italiano Antonello de Messina (c. 1430 - c. 1479). "Acredito que Castellucci esteja dizendo algo sobre a ânsia pela fé em uma era sem Deus, sobre a continuação do processo pelo qual os filhos se sacrificam pelos pais e sobre as ligações entre o espírito e a carne falível escreveu o crítico Michael Billington, do jornal inglês The Guardian. Será a terceira participação do grupo no Porto Alegre Em Cena. Em 1999, eles apresentaram Orestea (Una Commedia Organica), releitura da tragédia de Ésquilo com elenco formado por mulheres gordas e homens magros. Em 2006, foi a vez de Buchettino, em que o público ouvia a história do Pequeno Polegar deitado em camas. Chegou a vez do não menos inquietante Sobre o conceito da face no filho de Deus.

Ficha técnica
Concepção e direção: Romeo Castellucci / Trilha Sonora original: Scott Gibbons / Elenco: Gianni Plazzi e Sergio Scarlatella com participação de Dario Boldrini, Vito Matera e Silvano Voltolina / Assistência de direção: Giacomo Strada / Objetos: Istvan Zimmermann e Giovanna Amoroso / Operação de som: Matteo Braglia e Marco Canali / Iluminação: Fabio Berselli e Luciano Trebbi  / Suporte: Vito Matera  / Gestão: Gilda Biasini, Benedetta Briglia e Cosetta Nicolini / Administração: Michela Medri, Elisa Bruno e Simona Barducci / Consultoria de administração: Massimiliano Coli / Produção: Societas Raffaello Sanzio / Produção da turnê na América do Sul: Aldo Miguel Grompone d.i./ Gerente de turnê: Sandra Ghetti/ Recomendação etária: 10 anos / Duração: 60 minutos

Esta criança (RJ/PR)


Dia 6, às 21h
Dia 7, às 18h e às 21h
Dia 8, às 18h
Theatro São Pedro
 
Fruto de um feliz encontro da Companhia Brasileira de Teatro com a atriz Renata Sorrah - primeira montagem de um texto do dramaturgo francês Joël Pommerat no Brasil - é anunciada como um dos pontos altos do 20º Porto Alegre em Cena. Contemplado em quatro das cinco categorias em que concorreu ao Prêmio Shell 2012 de Teatro do RJ – melhor direção, atriz, cenário e iluminação, o espetáculo ainda recebeu cinco indicações ao Prêmio APTR 2012 RJ – melhor espetáculo, direção, atriz, cenário e iluminação; e ainda 5 Indicações 2º Prêmio Questão de Crítica 2012 RJ – melhor espetáculo, atriz, ator, elenco e cenário. Esta criança estrutura-se em dez cenas curtas e apresenta como tema único, e ao mesmo tempo fragmentado em diversas abordagens, a relação entre pais e filhos. Situações de nascimento, morte, engraçadas, tristes, de abandono e agressão ilustram pontos cruciais e eternos na vida dos personagens sem nome, reconhecidos apenas por relações de parentesco evidenciadas no desenvolvimento dos diálogos. “Uma obra essencial, que revela sem pudor e de forma radical a intimidade e as diversas facetas das relações humanas entre pais e filhos. Uma escrita singular, porosa e permeável que vai ao encontro da pesquisa e criação dramatúrgica que a companhia vem percorrendo e que Renata Sorrah busca”, afirma o diretor Márcio Abreu. O dramaturgo e diretor francês, Joël Pommerat é hoje uma das principais referências do teatro de arte no seu país. Pommerat propõe temáticas ligadas às relações humanas e sociais em seus múltiplos aspectos e aos novos olhares sobre o mundo contemporâneo e suas transformações. Esta criança (título original Cet enfant) é um dos textos mais traduzidos e montados fora da França, conferindo hoje ao autor um lugar de prestígio em importantes teatros da Europa. 

Ficha técnica
Direção: Marcio Abreu / Texto: Joël Pommerat / Tradução: Giovana Soar com a colaboração de Lilian Ruth de Sá / Elenco: Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha / Cenário: Fernando Marés / Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira / Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino / Figurino: Valéria Stefani / Direção de movimento: Marcia Rubin / Preparação vocal: Babaya / Direção de produção: Faliny Barros e Cássia Damasceno / Assistente de cenografia: Eloy machado / Assistente de figurino: Nathalia Silvestre / Assistente de iluminação e operação de luz: Leopoldo Victor e Henrique Linhares / Contra-regras: Ronaldo Goiti Garcia e Mateus Fiorentino / Camareira: Conceição Telles / Operação de som: João Paulo / Criação e realização: Renata Sorrah Produções e companhia brasileira de Teatro / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 80 minutos

Adriana Calcanhotto- Olhos de onda (RJ)


Dias 12 e 13, às 21h
Teatro do Bourbon Country
 
Já é tradição no Em Cena a presença da cantora e compositora Adriana Calcanhotto palco alguma e seus shows ricos em poesia e musicalidade. Este ano ela está presente no formato voz e violão, levando ao palco algumas canções inéditas e outras inesquecíveis de seu farto repertório, construído ao longo de seus quase 30 anos de carreira. No discreto e emocionante show solo Olhos de onda, a canção homônima norteia o espetáculo intimista. A concepção do espetáculo é resultado de um convite para apresentar-se em Lisboa, na mesma casa onde cantou na cidade pela primeira vez. A partir deste convite, que foi aceito sem titubear, Adriana delineou seu novo show, retomando o violão, instrumento que lhe traz muitas lembranças, desde a infância. No roteiro estão as canções que fazem seu coração vibrar.

Negra Melodia - Zezé Motta (RJ)

Dia 3, às 21h
Auditório Araújo Vianna

Para abrir a 20ª edição do Festival Porto Alegre Em Cena está a presença da consagrada atriz e cantora Zezé Motta, no show musical Negra Melodia - uma celebração aos seus 45 anos de carreira. Considerada a rainha negra do Brasil por sua atuação no filme Xica da Silva, de Cacá Diegues, Zezé diz que ama cantar e que, para ela, estar no palco é como estar em casa. O álbum Negra Melodia, gravado em 2011 em homenagem a Luiz Melodia e a Jards Macalé, é o ponto de partida para esta turnê que já passou por diversas cidades e vem sendo muito bem recebido pelo público. No repertório, grandes sucessos como Magrelinha, Dores de Amores e Estácio Holly Estácio. O show é composto ainda por sucessos que se imortalizaram na voz peculiar de Zezé, como Muito prazer, Zezé, composta em homenagem a ela por Rita Lee e Roberto de Carvalho, e Senhora Liberdade, de Wilson Moreira e Nei Lopes.

Ficha técnica
Voz: Zezé Motta / Violões: Zeppa Souza & Pedro Braga / Percussão: João Bani / Direção musical: Zeppa Souza / Produção artística: Staff Company - Produção: Vander Lopes, Glauker Bernardes e Carla Barbosa / Recomendação etária: 12 anos / Duração: 80 minutos

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Espetáculos locais selecionados para o 20º Porto Alegre em Cena

Saiu a lista com os nomes dos espetáculos locais que estarão na grade de programação do 20º Porto Alegre em Cena, concorrendo ao Prêmio Braskem em Cena. Foram mais de 50 inscrições de espetáculos de teatro, dança e música, produzidos em Porto Alegre, dos quais foram selecionados dez, através de uma comissão composta por Breno Ketzer Saul, Fernando Zugno, Inês Marocco, Jezebel de Carli, Jussara Miranda. Marcelo Restori, Margarida Peixoto, Mauro Soares e Vika Schabbach:
 
 
A noite árabe
Verte e Grupojogo
 
Casa das especiarias
Terpsí Teatro de Dança
 
CNPJ- Uma comédia totalmente ficcional
Teatro Sarcáustico
  
Coração randevú
direção de Patrícia Fagundes
 
Estremeço
Cia. Stravaganza
 
Eu estive aqui

Porto Alegre Cia. de Dança
 
Las quatro esquinas
Cia. de Flamenco del Puerto
 
Natalício Cavalo
Cia. Rústica
 
O baile dos Anastácio
Oigalê
 
Parafuso de algodão
Grupo ContraQueda