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sábado, 24 de setembro de 2011

Well-wishing Binari por Álvaro RosaCosta

Dulsori...Sons da Natureza...e muito mais*
Realmente é difícil achar um título que traduza o que vivenciamos na noite de 22 de Setembro no teatro do SESI. Luz de serviço e sons vêm do fundo da plateia...2 homens e 3 mulheres!!!??? Pensei: Puxa!! Só isso!! Esperava uma orquestra!!
Primeiro engano.
Os cinco encaminham-se para o palco e continuam com variações rítmicas e coreográficas! Esqueça inicio meio e fim! A ansiedade pelas palmas é domada, embora seja notório a necessidade, quase doentia, de se achar um buraco para enfiá-las!! Impossível! Certamente não conduziremos o espetáculo...Basta ficar atento aos novos sons, que irão nos embalar por muito tempo.
De repente surgem os tambores, tocado às vezes por duplas! Num primeiro momento prejudicado pelo "sistema de som", logo, porém, sentimos no peito os golpes tão esperados! Tons diferentes, afinações e maravilhosas melodias! Para mim o momento mais impactante, foi o tema executado por duas musicistas sob uma luz violeta!! Uma fazendo a harmonia em um instrumento que Mateus Mapa descreve como sendo uma "harpa" (me pareceu um piano com menos cordas, sendo pinçadas pelos dedos) e a outra menina num instrumento, segundo Rene Goya, chamado "cheng" que assemelha-se a uma gaita de fole pequena e de um som encantador! Só por esta música já valeria a pena ter saído da cama (gripado) para me deslocar até o SESI! Em muitos momentos notamos uma certa preocupação com a participação do público, o que acho desnecessário, mas que se configura e resulta numa energia inacreditável no foyer do teatro ao final do espetáculo! Aliás, o que ocorreu na despedida do público mostra a força de uma cultura que realmente vem do modo de pensar e agir de um povo. Os músicos, incansáveis, ficaram por cerca de 20min tocando, dançando, comungando e se despedindo de cada um dos que ficaram com eles. Para nós ao final do espetáculo o sentimento era de aflição por não encontrarmos pessoas que deveriam, por vários motivos, estar na plateia deste show mágico e inesquecível!! Aos cinco intrumentistas ainda juntaram-se uma cantora e um artista que parecia ser o mais velho de todos e nos trouxe dois momentos de muita delicadeza, com gestuais e movimentos corporeos precisos.
Parabéns ao Poa em Cena por ter nos proporcionado este encontro e um agradecimento especial ao Marcelo Adams por ter me convidado para assistir este belíssimo espetáculo.
(As imagens abaixo foram captadas por Álvaro RosaCosta na apresentação do dia 22 de setembro, no Teatro do SESI em Porto Alegre)

* Álvaro RosaCosta é músico e ator

domingo, 26 de setembro de 2010

Álvaro RosaCosta: Araras e bananas


Foto: Mariano Czarnobai /PMPA

Araras e bananas?

Acho bem razoável uma pessoa não gostar de perder tempo! Quando o "Rodrigo" me ofereceu os convites para fazer um comentário sobre As 7 caras da verdade, optei pelo "espetáculo" que vinha do RJ, Araras e bananas, de Tainã. Minha escolha foi baseada na impossibilidade (uma questão de datas) de rever este espetáculo que havia sido selecionado para um Festival tão importante, como é o POA Em Cena! Parti para a árdua tarefa de saber de que se trata Araras e bananas e seu criador. Achei isto:

"Tainã já explorou a arte de várias maneiras. No seu currículo, constam ainda trabalhos como cenógrafo, coreógrafo, diretor e autor de peças teatrais e musicais. Aliás, foi dirigindo o grupo vocal Nós e Vozes que ele se descobriu intérprete, ao substituir um dos cantores, cantou e agradou. Uma representante das ALDEIAS SOS, que assistia ao espetáculo, gostou e convidou-o a se apresentar na Alemanha. E foi em Munique, num Café Teatro freqüentado por produtores e empresários, que Tainã recebeu outros convites para apresentações em temporada na Alemanha, que se estendeu a vários países da Europa. No Brasil, participou de alguns projetos musicais, com destaque para o FRISOM (Friburgo), onde se apresentaram consagrados nomes da MPB, como João Bosco, Joyce, Nana Caymmi, Leny Andrade, entre outros. A qualidade de seu trabalho faz parte do que de melhor representa a Música Popular Brasileira. Em agosto de 2003, lançou o álbum Recado a mim pelo SELO RÁDIO MEC-BR, resultado de um projeto musical em que se destaca sua esmerada poesia, que não se repete, ao retratar toda a diversidade do cotidiano. Para o seu álbum de estreia, Tainã optou por um repertório romântico.

“Meu trabalho é completamente autoral. Recado a mim é o título de uma das faixas, que fala sobre a folha de papel, minha amiga-confidente, com quem desabafo sobre todos os assuntos. O disco tem justamente esta proposta: a de falar sobre várias coisas, embora o amor seja o tema mais freqüente. Eu me sinto melhor escrevendo sobre romances e cantando músicas românticas. Esta é a minha praia. Foi muito difícil selecionar o repertório e resolvi orientar a escolha pelo que pretendo fazer no futuro, que é o show do disco; selecionei músicas que pudessem compor um show. A noite e a lua estão sempre presentes, até porque sou um noctívago assumido. Minha ideia não foi apenas regravar esses dois clássicos do repertório romântico, mas fazer uma releitura das músicas. Se alguém telefonar, por exemplo, tem um clima bem intimista, de piano-bar. Somos só eu e o piano do Mauro, um meia cauda acústico” - diz Tainã.

A preparação do CD consumiu quase um ano de trabalho diário, que, além do processo de seleção das músicas, incluiu a discussão de cada detalhe dos arranjos, todos assinados pelo pianista Mauro Henrique Salles.

“Foi bom ter esperado um tempo, porque chegamos exatamente ao resultado que idealizamos, inserindo momentos de música clássica em meio ao popular. Acho um resgate importante, porque o público está afastado da música clássica, que quase não se escuta nas rádios e na TV. Eu queria oferecer essa oportunidade. Mas, apesar do toque do clássico, o disco é de música popular, com baladas, sambas, um pouco de cada coisa."”

Buenas! Próximo passo: YouTube.

http://www.youtube.com/watch?v=L75unurFeys

http://www.youtube.com/watch?v=wd7GkyWeC9Q

Me preparei para o melhor, apesar de acreditar que passaria longe da dita "Cultura Popular". Fazer algum comentário sobre o que assisti seria inapropriado e crueldade demais com estas pessoas, que são cerca de 15, pois não pareciam mal intencionados. O fato é que Araras e bananas se trata de um espetáculo amador! Feito com muita paixão e garra, porém com enormes equívocos técnicos e artísticos! Creio que houve um erro na curadoria, que deve ter avaliado apenas o currículo, não se dando ao trabalho de olhar o Dvd. A grande estrela da noite foi o público! Teatro do Ciee lotado e público extremamente educado! Ao término de cada música (ou número), quatro ou cinco pessoas iam se retirando discretamente, só não conseguiam ser mais discretas por causa de um canhão seguidor com "difusor", que iluminava mais a plateia do que o protagonista.


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Voz: Tainã / Violão: Celo de Lukas e Tomaz Fernandes / Baixo: Max Dias / Percussão: Thiago Aquino, Lucia Schocair e Sônia Barros / Coro: Val Maia, Graça Muniz, Suely Policante e Margareth Moura / Dançarinos: Pedro Victor Rodrigues e Kyria Klain / Duração: 1h20min / Classificação: livre

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Álvaro RosaCosta é bacharel em artes plásticas, ator, cantor e compositor.