A arte da criação da luz de um
espetáculo é frequentemente interpretada comouma ação de caráter transmedial, onde o iluminador se ocupa de traduzir
em radiações luminosas as ideias e atmosferas concebidas pelo encenador. O que
não é pouca coisa, diga-se de passagem. Ocupando-se da arte de criariluminação para diferentes eventos artísticos
há mais de vinte anos, a iluminadora cênica Cláudia de Bem quer ir além do
contexto de um espetáculo. Invertendo a equação, se assessora de outros
artistas (como fazem os diretores de teatro) mas para interferirem
criativamente em seu trabalho. Muito mais do que simplesmente encenar uma
narrativa qualquer, o que De Bem parece desejar, com sua instalação Emoções
luminosas- Fragmento I- Reflexos mutantes, é explorar outras fronteiras de seu
ofício, criando e chamando a atençãopara as especificidades e possibilidades da linguagem que escolheupara se expressar no mundo. Partindo do
pressuposto que se tornou conhecida como iluminadora, a artista abandona a
ideia de criar uma iluminação para uma determinada montagem e traz para o
centro a discussão acerca da luznão-aplicada à cena ou seja, a luz em si.
Resultado de inúmeras horas de
captação de imagem e posterior edição primorosa da própria artista, a obra
vista durante o Porto Alegre Em Cena 2013 configura-se numa marcante
experiência óptica. O trabalho de Cláudia se configura através dediferentes estratos de luz (e seu duplo
indissociável, a sombra); deimagens
videográficas(que nada mais são que
também luz); da presença intencionalmente sombreada da figura humana - Thais
Petzhold em performance contemporânea e delicada, acrescidos deengenhosas intervenções musicais, fruto da
trilha original de Monica Tomasi. Frente a tudo isso e,liberadosda perspectivafabular da síntese
dramática, a experiênciada fruição do
audiovisual nos fazmergulhar numa
sensorialidade desnarrativa, onde experimentamos desde uma certa calma e
até a excitação acelerada dos batimentos cardíacos.
Isso tudo, sem contarmos o fato de
estarmos assistindo a esta instalação num teatro bem conhecido de nossa cidade,
a Sala Álvaro Moreyra. De fato,ao
chegarmos lá (afinal de contas, um teatro) e nos depararmos com o ambiente todo
às escuras e a projeção em “looping”,não sabemos se entramos, esperamos “algo” acabar, ou se sentamos. Mas
logo descobrimos que não há assentos, a nossa velha Álvaro Moreyra agora é uma
arquibancada escurecida e transmutada em uma instalação.
Se tudo mais nesta obra de Cláudia
de Bem já não fosse encantador, só pela escolha e tratamento dado ao local,
Cláudia já estaria de parabéns. Parabéns por nos mostrar as potencialidades
desta “black-box” lançada inicialmente como um auditório, mas que se tornou um
espaço fundamental para as artes cênicas da cidade. Assim, a artista marca
duplo tento, tanto em nos mostrarcondições expressivas da luz enquantomatéria luminosa de valor em si, como pelo fatode nos fazer repensarmos as possibilidades
das artes cênicas em nossa cidade em relação às transformações tecnológicas
oferecidas pelo século XXI.
* Jacqueline Pinzon é atriz, encenadora e pesquisadora teatral. Atualmente é professora substituta do Departamento de Arte Dramática da UFRGS
Não sobre o drama ou A experiência da gravidade zero
Se de
fato a dimensão de obra de arte pode ser avaliada devido à qualidade de
questionamentos que ela nos apresenta, bem como pela forma como estanos leva aestranhar o mundo e a experiênciado vivente, então Não sobre o amor é sem dúvida uma obra maior,
tanto na trajetória do encenador Felipe Hirsch como no teatro brasileiro como
um todo. Primeiro e antes de tudo, está aimpactante instalação/cenário de Daniela Thomas a qual propõe uma ambientação
inquietante onde o alvoroço sensorial é intenso. Digo isso pelo modo como tal
instalação/cenário nos faz duvidar do
próprio ambiente proposto, fato responsável por me causar uma das experiências
estéticas mais desafiadoras das quais participei. Neste sentido, mesmo que não
entremos para dentro da caixa cênica, como seria esperado na dinâmica de uma
instalação audiovisual, a quantidade de perguntas são tantas, que nos pomos em
modo ativo o tempo todo, de maneira a podermos vivenciartudo que se passa neste ambiente.
Consequentemente, ao aceitar o
desafio oferecido pela cenografia, Felipe Hirsch e a equipe de criadores
envolvidos deixam claro que o palco é o lugar da invenção, e a leitura frontal,
classicamente adotada na caixa cênica com moldura fixa - de herança
renascentista, pode e deve ser posta em
cheque. Talvez eu precisasse explodir os limites bidimensionais desta tela,
para propor ao leitor alguma similitude canhestra com o estranhamentoque sucede ao espectador do espetáculo. No
entanto,este meu recurso literário
pouco hábil ainda estaria longe do desamparo instauradopela encenação. O que vemos talvez se
aproxime da experiência de subtração da gravidade,na qual chão, teto e parede nunca estão onde
costumamos compreendê-los. Assim, quando durante o espetáculo, os atores entram
ou saem da instalação/cenário, nós nuncanos sentimos em repouso ou transição, uma vez que a ludicidade da
configuração espacial de Daniela Thomas continua aindanos oferecendoindagações de caráter cinestésico.
No
entanto, tal subversão do sistema de coordenadas tridimensionais que herdamos
docartesianismonão se traduz como ponto focal da cena,
surpreendentemente ela está justaposta a uma infinidade de recursos expressivos
que concorrem para o encantamento causado pelo espetáculo. Exemplo disso
éa maneira como Hirsch integrou os
atores ao espaço. Como resultado, surgem na cena - através de diferentes
momentos “fotográficos”, poemas visuaisde grande potência e rigor.Logo,grande parte do que vemos é
a presença do teatro que se auto referenciaenquanto categoria de pós-drama, e que abandona a ideia de narrativa
causal e imagética figurativa em prol da autonomia de sua própria linguagem.
Neste contexto de plenitudes
expressivas, é adorável ver o modo como a iluminação de Beto Bruel consegue
ainda sugerir para a cena novas perspectivas espaçotemporais, bem como o modo
como a luz se articula com a mídia videográfica, a qual também pode operar como
fonte luminosa da cena ou como uma espécie de sombra, aportando vestígios de um
tempo passado/presente concomitante. Perspectivastornadaspossíveis através das múltiplas entradas da mídia na cena,seja na forma de projeção auto referente das
palavras do texto, seja no modo fantasmático e borrado da percepção ausente de
certeza do protagonista, transferida igualmente ao espectador que a observa.
Por fim, mas não menos importante,
há que se destacar o trabalho dos atores, Leonardo Medeiros, essencial e
elegante, que numgrande acerto
expressivo, procura se manter longe da armadilha grandiloquente sugerida pelo
portento cenográfico, e Julia
Feldens,que atua numa tonalidade que ora se afirmae ora se desvanece quase por completo,
compondo de modo muito perspicaz uma figura idealizada e ausente.
Assim,
o impacto do que testemunhamos diante de todas essas configurações imagéticas é
profundamente humano, uma vez quea
mimese ainda está lá. Entretanto, a ideia de ação como uma interferência
possível que transforma o mundo, já não é mais factível, na medida em quea ficção não avança ou retrocede, fazendo com
que o espectador se mantenha, tal como o protagonista, numpermanente estado de “ser estrangeiro de si
mesmo”, pairando sem gravidade nos planos do multiverso de uma encenação de
maravilhamentos.
* Jacqueline Pinzon é atriz, encenadora e pesquisadora teatral. Atualmente é professora substituta do Departamento de Arte Dramática da UFRGS
Tomo suas mãos nas minhas narra o encontro de dois grandes artistas: Anton Tchecov, escritor e dramaturgo russo - autor de uma obra fundamental e tocante -, e Olga Knipper, atriz de mesma nacionalidade de reconhecido talento e respeitabilidade. Ambos se encontram através de seus trabalhos junto ao Teatro de Arte de Moscou, tendo por testemunhas uma geração que ajudou a constituir as bases do drama e da encenação moderna, sem dúvida uma história que merecia ser contada.
Sabia que seria um bom
espetáculo, não é preciso ser pitonisa para prevê-lo: a qualidade dos criadores
envolvidos, as críticas da imprensa e os comentários de alguns amigos que
assistiram a montagemjá me revelavam
isso. Ocorre que no período em que estou de minha vida e pesquisa como artista,
Tomo suas mãos nas minhas não seria
minha primeira escolha como espectadora, uma vez que tenho me interessado de
maneira mais profunda por espetáculos de feição contemporânea com narrativas
não lineares, nas quais o drama abandona a intersubjetividade e se instala
entre os elementos da encenação.
Mas o bom teatro é sempre
surpreendente. Deste modo fui sendo gradativamente conquistada pelo desempenho
preciso de Roberto Bomtempo e Miriam Freeland, os quais me fizeram reviver
certa paixão pelo trabalho atorial empático e emocionante. Suas presenças,
assim como as personalidades de Knipper e Tchecov são o eixo da peça. Em Tomo suas mãos...tudo se desenvolve em
torno das atitudes, ao mesmo tempo exuberantes e econômicas, do casal de atores
no quais se percebeum trabalho lapidado
por uma técnica segura de atuação.
No entanto, para mim, o
grande valor da peça, como em todo bom espetáculo, é seu conjunto, uma vez que consegue
expressar a riqueza e a contradiçãohumana
que se desenvolve entredois seres
excepcionais próximos mas distanciados devido a uma mesma paixão: a criação
artística. A peça é rica em paradoxos aos quais estiveram expostos a atriz russa
e seu escritor, suas vontades de estarem juntos celebrando seus afetos, ao
mesmo tempo em que a profunda admiração interpessoal e paixão pela cena, fazem
com que o amor ao teatro, no final das contas, seja ainda maior, separando-os
sem desuni-los.
Por sua vez, o que faz a
encenação de Leila Hipólito é encaminhar expressivamente os paradoxos já presentes
no texto, o qual constantemente altera o plano épico e a instância dialógica.
Desta maneira, a direção realça este sentido paradoxal da intimidade distante através
de uma iluminação atmosférica que separa as regiões do palco sem rigidez e uma
cenografia que expande e contrai os espaços cênicos múltiplos.Conduzindo a narrativa por meio de momentos de
parcimoniosa movimentação, Hipólito opta por uma marcação fluida e pela suavidade das transições, consciente de
que na cena o que se convulsionam são as
almas, não os corpos.
Todos estes elementos
contribuem para a criação do espetáculo de modo integrado, gerandoinstantes debeleza plástica e afetividade verdadeira muito bem
recebidos pelo espectador, o qual aceita o convite e é literalmente tomado pela
mão segura e afetuosada montagem. Tomo suas mãos nas minhas é teatro
competente e primoroso, povoado de almas que se debatem, delicadamente.
*Jacqueline Pinzon é diretora e pesquisadora teatral
Senhorita Julia por certo
não está entre meus textos preferidos de Strindberg, nem sequer me desperta
grande interesse um texto que para mim expressa misoginia declarada e que
reputo como datado. No entanto, talvez ai resida a força da mise en scène de Júlia por Christiane
Jathahy, uma vez que esta oferece um contraponto à defasagem que sinto em
relação ao original strindberguiano.
Ao longo de sua trajetória
artistica, Jathay vem pesquisando o rompimento e a fricção de fronteiras entre o
teatro e as outras artes,fazendo uso
dediversasmídias tecnológicas na cena teatral. Tal investigação
criativa da diretora carioca, pode se dar por meio da aplicação da técnica
narrativa cinematográfica - como em Corte seco, visto no Porto Alegre em cena
de 2011; ou em forma de teatro no cinema, como foi a experiência de fazer de seu
espetáculo um filme para exibição em salas de cinema. A falta que nos move é
uma obra cinematográfica de Christiane Jatahy na qual os atores eram dirigidos
por mensagem de texto em treze horas ininterruptas de filmagem, chegando ao
ponto do elenco, e posteriormente o público, não saberem mais onde terminava o
roteiro e iniciava a vida.
No espetáculo Júlia a
perspectiva da direção é trazer o cinema para o teatro. E de fato o cinema e a
experiência da filmagem estão lá: a imensidão da tela, o
ilusionismo cinematográfico, a atuação realista, a repetição das tomadas, bem
comoas ideias de corte e montagemque sustentam parte da narrativa. Mas o
teatro também está lá, justamente na presença destes elementos que revelam seu
funcionamento para o espectador mediante a convenção da teatralidade,
anti-ilusionista por excelência. Mas afinal, qual o melhor lugar
para confrontarmos estas duas linguagens de modo critico, revelando a tensão
subjacente entre a convivência destes diferentes modos operatórios senão o
espaço do teatro?
Este me parece ser um dos
principais questionamentos propostos por Júlia, umanarrativaconstruída a partir de um diálogo entre os diferentes meios implicados. Em
Júlia o palcotorna-seum hipermeio capaz de incorporar e
ressignificar seu todo a partir da introdução de outras mídias as quais
referem-se umas as outras sem abrir mão
de suas materialidades. Acho instiganteassistir a diferentes momentosde
grande reciprocidade entre os recursos técnico-expressivos, onde uma cena
inicia-se numa imagem pré-gravada,se
continua no palco através da presença atorialao mesmo tempo em que ésimultaneamente ampliada, editada e projetadaem tempo real, através das soluções do vídeo
e do uso da ferramenta de manipulação da imagem representada pelo software adotado pela encenação.
O que encanta ao espectador
de Júlia, não é apenas o modo como o espetáculo conjuga de maneira lúdica a
presença física e a virtual, ou ainda o caráter peculiar como a encenação expõe
alguns aparatos da performance no momento de sua ocorrência, fatos que por si
sós, já justificariam a assistência do espetáculo. No entanto, o grande
encantamento de Júlia éque tal
utilização dos meios faz conviverna
cena diferentestempos, espaços e
pessoas, facultando ao espectador agir como montador, selecionando seu próprio
ponto de vista dos eventos apresentados.
Some-se a isso tudo o fato
da direção e os atores não temerem orbitar as relações inflamadas, as quais os
fazem atuarnum regime de
superaquecimento emocional, ao mesmo tempo em que são
invadidos pela câmera que os desnuda o tempo todo. Devido a todas essas
ocorrências criativas, a encenação de Júlia cresce aos olhos do público. Mas sem
dúvida, o destaque da montagem fica por contada orquestração da encenadora que sabe contar com o melhor de seus talentosos
colaboradores, sintonizando-os com sua proposta de encenação contemporânea,
fazendo com que Júlia - durante e depois de sua exibição -, converse
eloquentemente com o público da atualidade.
*Jacqueline Pinzon é diretora e pesquisadora teatral
A obra Psicose 4h48 é um hit. Mesmo antes de comparecer ao espetáculo no festival, tratei de bisbilhotar no Youtube e pude assistir à mais de vinte versões entre teatro e dança de categoria profissional, amadora, estudantil e até variantes domésticas do texto de Sarah Kane.
Possivelmente esse grande número de montagens seja indicativo de algo que atravessa pessoas de diferentes lugares, idades e culturas, motivação a que este breve comentário não pretende dar conta. Por minha parte, contento-me em levantar a questão.
Inicialmente podemos dizer que Psicose 4h48 fala da depressão suicida. Assim, por uma necessidade ingênua de unir-se à biografia da autora com sua obra , costuma-se montá-lo como um solo feminino. No entanto, a peça oferece canais para se sair do drama de gênero e aceitar seu caráter de fala plural. De fato, o drama pessoal de Sarah Kane, sua morte e a possibilidade de Psicose 4h48 ser uma espécie de testamento macabro, francamente não me interessam, não quando eu leio o texto ou aprecio o espetáculo. Realizar tal conexão seria reduzir a sua obra a um amontoado de clichês, coisa que seu belo texto de fina poesia não o faz, de sorte que esta também não é a intenção da montagem participante do 17º Porto Alegre em Cena.
De maneira parcelada e descontínua Psicose fala da desintegração das identidades e da consciência de pertencer a uma sociedade mergulhada no preenchimento compulsivo de seus vazios de existência. Assim, habita-se um tempo e um lugar capazes de enlouquecer aos menos avisados, aos quais só resta regurgitar. E cada um o faz como pode.
O fato é que tamanha incomunicabilidade só pode ser plenamente enfocada no campo do simbólico, na leitura do artista, como o fizeram Marcos Damasceno, Rosana Stavis, Marcelo Bagnara e toda a equipe. Contudo, talvez falte à montagem um maior entendimento do que Hans Thies Lehmann (que recentemente esteve por estas plagas) chama de poética da perturbação, no interior da qual “as imagens perturbam as palavras”, poética esta capaz de instaurar uma narrativa em paradoxo e não um circuito em que as palavras remetem às ações e vice-versa.
Na montagem londrinense, há dois atores, pequena mesa, cadeira hospitalar, uma cadeira de rodas e remédios. Em Psicose 4h48, Rosana Stavis é corajosa e sabe despojar-se de vaidades, fazendo uma interpretação forte mas que, por vezes, desliza para o exagero com choro e gritos em excesso. Receita esta que, na minha opinião, sublinham mais do que acrescentam. Mas percebe-se seu excelente arcabouço de atriz e sua grande dose de entrega para que se estabeleça a teatralidade.
Conforme declarou no programa da peça, o diretor Marcos Damaceno busca gestos precisos e uma elocução que procura valorizar a poesia do texto (já bastante fragmentado e concretista, não necessitando de mais efeitos de fala.). Acrescente-se a isso os acertos do diretor na composição dos elementos espaciais e pictóricos. Entretanto, em relação ao andamento e à intensidade, há uma rigidez que divide a peça em lento ou rápido, em piano ou forte. Tais usos baseiam-se numa estrutura por vezes esquemática e redutora das nuances contidas no interior da própria encenação, que aqui não se realizam plenamente.
Por outro lado, está claro que a equipe quer fugir dos maniqueísmos acomodadores, seu maior trunfo. Quanto a isto, não sentimos raiva ou medo, nem pena ou ojeriza, apenas uma certa claustrofobia, acertada, mas que logo se afasta, pois a intimidade proposta não se efetiva. A montagem não busca estabelecer uma real conexão emocional ou um apelo à plateia como testemunha ocular. Os gritos e o alto volume da trilha sonora só fazem afastar o espectador. Desta forma, de Psicose 4h48 saímos mais distantes do que quando chegamos.
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Texto: Sarah Kane / Tradução: Laerte Melo / Direção: Marcos Damaceno / Elenco: Rosana Stavis e Marcelo Bagnara / Figurino: Maureen Miranda / Iluminação: Nadja Naira e Fábia Regina / Trilha sonora: Vadeco / Produção: Marcos Damaceno Companhia de Teatro / Duração: 1h15min / Classificação: 16 anos
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Jacqueline Pinzon, diretora e pesquisadora teatral do Núcleo Constantin - Teatro de Investigação e da Companhia do Carvão. Mestranda do PPGAC UFRGS com pesquisa voltada para a presença das novas mídias na cena contemporânea.