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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Emoções luminosas: Fragmento I- Reflexos mutantes- vídeo instalação (RS)


 
 
A iluminadora cênica e diretora Cláudia de Bem faz exibição pública da sua pesquisa autoral intitulada Emoções luminosas, patrocinada pelo Pró Cultura – RS, Fundo de Apoio à Cultura da SEDAC-RS. Sintetizada numa vídeo instalação, a artista traz um olhar sobre o caráter efêmero da luz e sua complexidade de interferência no corpo e no espaço. Nesta primeira exibição poderemos ver o Fragmento I – Reflexos mutantes, um encontro que se estabelece entre o corpo e o reflexo das águas. O entrelace entre a riqueza das formas e movimentos produzem um outro corpo que se funde num novo espaço.   A partir desta conexão, surge um diálogo constante e infinito, onde as palavras se resumem a sentidos e percepção, criando uma abertura a narrativas e interpretações individuais. O processo artístico desta pesquisa teve seu início em 2010 e conta com a participação de vários artistas que colaboraram intensamente para o resultado.  Entre eles estão a cantora e compositora Monica Tomasi na trilha sonora, a bailarina Thais Petzhold  nos movimentos .

 
Ficha técnica
Projeto, investigação e concepção: Cláudia de Bem / Trilha sonora: Monica Tomasi / Performance: Thais Petzhold / Execução, desenho do piso e montagem do espaço: Matheus Grimm e Fernando Ten Coten / Captação de imagens, fotografia e pré-edição de vídeos: Cláudia de Bem / Edição e finalização de vídeos: Pedro Isaias Lucas / Recomendação etária: livre / Duração: 28 minutos

 

Parafuso de algodão (RS)


Dias 15 e 16, às 19h
Teatro do SESC
 
O espetáculo Parafuso de algodão apresenta um conjunto de alucinações cotidianas. São pequenas composições formadas por diferentes elementos e objetos encaixados de forma surreal. Imagens surpreendentes e intrigantes são incorporadas de forma criativa às esquetes mais tradicionais de acrobacia aérea, dança, música e malabarismo, como em um sonho acordado, do real ao absurdo.


Ficha técnica
Direção e concepção: Carina Levitan, Natalia Utz e Renata Nascimento / Elenco: Carina Levitan, Carol Cony, Carol Martins, Cauan Feversani, Guilherme Sanches, Gustavo Thomé, Juliana Coutinho, Letícia Paranhos, Luís Cocolichio, Natália Utz, Pablo Pico e Renata Nascimento / Iluminação: Carolina Zimmer / Trilha sonora e produção musical: Carina Levitan, Guilherme Sanches e Mauro Pogorelsky / Figurino: o grupo / Recomendação etária: livre / Duração: 60 minutos 

O baile dos Anastácio (RS)


Dia 14, às 17h, na Usina do Gasômetro
Dia 15, ao meio-dia, no Parque Farroupilha
Descentralização da Cultura
 
O foco central da narrativa do espetáculo é o desejo de Riograndino Anastácio e sua esposa Minuana de casar a filha e a busca de um pretendente cujos dotes impulsionem os negócios da família. Parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da terra, a peça utiliza como metáfora o casamento arranjado que ignora o desejo da mulher para apresentar personagens como Octávio Farroupilha, um gaúcho de boutique, que trabalha como advogado, mas não passa de um malandro com histórico de grilagem de terra. Ele disputa a mão de Maria Pampiana com outros candidatos, entre eles um anarquista, um empresário e um político, todos apresentados como alegorias dos diferentes interesses em relação à utilização dos recursos naturais da terra. Esses e outros personagens se unem para contar esta fábula repleta de encontros, desencontros, peleias, danças e namoros de forma divertida, dinâmica e bem humorada.
 

Ficha técnica
Direção: Claudia Sachs / Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu / Elenco: Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite, Karine Paz, Mariana Hörlle, Paulo Brasil e Paulo Roberto Farias / Trilha sonora: Diego Silveira, Mateus Mapa e Simone Rasslan / Cenografia: Luis Marasca / Figurinos: Alexandre Magalhães e Silva / Recomendação etária: livre / Duração: 55 minutos
 

Medeia vozes (RS)


Do dia 11 ao dia 15
Do dia 18 ao dia 22
Às 19h30min na Terreira da Tribo
 
A abordagem do mito, em Medeia vozes é original e inovadora pelo fato de Medeia não cometer nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. Medeia, a mítica princesa da Cólquida, habita lendas que antecedem os primórdios da civilização grega e que a apresentam como uma mulher poderosa e benfazeja, possuidora e conhecedora dos dons da cura. Uma exorcista da memória recalcada que está na fronteira entre dois sistemas de valor, corporizados pela sua terra natal e pela terra para a qual foge.  Ambas as sociedades, Corinto e Cólquida, apresentam na sua história um sacrifício humano fundamental que serviu para a estabilização do poder patriarcal e Medeia é como um bode expiatório, uma figura de identificação com o sofrimento e a exclusão da mulher. A Medeia do Ói Nóis Aqui Traveiz é pacifista e demonstra a inutilidade de todo processo bélico. Junto à voz de Medeia somam-se às vozes de mulheres contemporâneas, como Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, entre outras, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo.
 

Ficha técnica
Criação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz inspirada livremente no romance homônimo de Christa Wolf / Roteiro, encenação, cenografia, figurinos e iluminação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz / Música original: Johann Alex de Souza / Preparação vocal: Leonor Melo / Atuadores: Tânia Farias, Paulo Flores, Clélio Cardoso, Marta Haas, Eugênio Barboza, Jorge Gil, Sandra Steil, Paula Carvalho, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Mayura Matos, Luana da Rocha, Keter Atácia, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Pascal Berten e Pedro Gabriel / Operação de luz e som: Daniel Steil e Márcio Leandro / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 210 minutos

Las cuatro esquinas (RS)


Dias 17 e 18, às 19h
Teatro do SESC
 
Em cena três bailarinas e um bailarino formam um corpo de baile, onde se destacam belíssimas performances de grupo que contemplam, além da dança flamenca em si, o uso dos elementos de baile, como os mantóns, as batas de cola, os abanicos e as castanholas, sempre acompanhados do virtuosismo da guitarra flamenca. Além disso, a montagem conta com uma banda flamenca formada por mais sete músicos, que executam ao vivo a trilha composta especialmente para o espetáculo. Com cenário moderno que remete ao movimento e ao desacelerar das ruas de uma cidade, as performances buscam trazer a essência da arte flamenca. O espetáculo é o resultado de mais de dez anos de trabalho da Cia Del Puerto, ecoando em forma de sonho e realidade nas ruas de uma cidade imaginária construída durante esse percurso e conduzindo o público a uma experiência singular: um passeio pelas madrugadas quando a cidade está adormecida, a sensação da tensão dos cruzamentos, o efeito do barulho e do movimento cotidiano.

 
Ficha técnica
Direção geral: Ana Medeiros, Daniele Zill e Juliana Prestes / Direção artística: Juliana Prestes / Coreografia: Ana Medeiros e Juliana Prestes / Elenco: Cia de Flamenco Del Puerto - Giovani Capeletti (músico), Ana Medeiros, Daniele Zill, Juliana Prestes (baile, castanholas e palmas), Juliana Kersting e Tatiana Flores (palmas) / Artistas convidados: Leonardo Dias (flauta), Gustavo Viegas (baixo), João Viegas (percussão), Roberta Campos (musicista), Gabriel Matias (baile e palmas), Diego Zarcón e Fernando de Marília (cante) / Direção musical, arranjos e trilha Sonora Original: Giovani Capeletti /Figurino: Ana Medeiros e Juliana Prestes / Execução de figurino: Riatitá / Iluminação: Leandro Gass / Operador de Som: José Derly / Produção: Daniele Zill / Recomendação etária: livre / Duração: 75 minutos

 

 

Eu estive aqui (RS)


Dias 21 e 22, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
Inspirada na observação da eterna e infrutífera tentativa humana de aprisionar o tempo, Eu estive aqui é a segunda obra da Trilogia Partituras Brasileiras, da Porto Alegre Cia de Dança. O espetáculo questiona a criação de identidades que delimitam o "sem fronteiras" e mascaram o fato de pertencermos a um organismo vivo, o planeta Terra. Aborda também o aprofundamento da busca humana, independente de local e tempo, e a vontade de perpetuar o momento que, quando representado, já não existe mais. A obra revela um caminho para a transcendência, a entrega com totalidade celebrada pela dança coletiva.
 

Ficha técnica
Direção: Tânia Baumann / Coreografia: Mark Sieczkarek / Direção Técnica e Operação de Som: André Birck / Iluminação: Maurício Moura / Elenco: Carolina Sulczinski, Cátia Ceccarelli, Genises Azevedo, Kyrie Isnardi, Luana Lacerda,  Manoella Brunelli, Marcelo Iunis, Safia, Thiago Rieth  / Trilha sonora: Mark Sieczkarek / Cenário e figurino: Mark Sieczkarek e Tânia Baumann / Confecção de figurino: Neusa e Cleusa Guidotti / Cabelo e maquiagem: Cassiano Pellenz / Produção: Porto Alegre Cia De Dança / Recomendação etária: livre / Duração: 55 minutos



Estremeço (RS)


Dias 11 e 12, às 20h
Teatro Renascença
 
O espetáculo se passa em um estranho cabaré onde, pouco a pouco, o Mestre de Cerimônias revela-se um personagem fragmentado, na medida em que expõe suas ilusões, construídas pelos outros e por ele mesmo a respeito do que possa ser sua visão de mundo e de humanidade, seus sonhos e seus amores. Neste universo, depoimentos dispersos e sem lógica aparente vão compondo o olhar distorcido deste homem que tenta mostrar sua realidade. A obra de Pommerat destrói todas as máscaras, revelando-nos como somos enquanto humanidade. A peça disseca os componentes banalizados do nosso cotidiano e entremeia canções com depoimentos desoladores de pessoas silenciadas, entediadas ou enraivecidas por um mundo desumanizado.
 

Ficha técnica
Direção: Camila Bauer / Texto: Joël Pommerat / Tradução: Giovana Soar / Elenco: Adriane Mottola, Cassiano Ranzolin, Duda Cardoso, Fernanda Petit, Janaina Pelizzon, Lauro Ramalho, Rodrigo Mello e Sofia Salvatori / Trilha sonora e produção musical: Nico Nicolaiewski / Figurino: Cássio Brasil / Cenografia: Elcio Rossini / Iluminação: Luiz Acosta / Produção: Duda Cardoso / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 70 minutos

 

 

Coração randevú (RS)


Dias 18 e 19, às 18h
Sala Álvaro Moreyra
 
A montagem de Patrícia Fagundes nos leva a uma jornada pela memória e pela arte em um rendez-vous que reúne corpo e palavra, poesia e ação, reflexão e experiência sensível. Para reviver memórias e celebrar o presente, a dramaturgia parte da obra de um dos maiores poetas de todos os tempos: Fernando Pessoa. São textos seus criados em sala de ensaio, em uma trama que conecta o pessoal e o universal. A trilha sonora combina músicas de Billie Holiday e marchinhas de carnaval. Zé Adão Barbosa canta ao vivo, unindo o ofício de ator com a paixão do cantor. A montagem propõe uma relação de proximidade com o público, investindo na possibilidade do teatro como espaço de encontro.
 

Ficha técnica
Direção: Patrícia Fagundes / Dramaturgia: Patrícia Fagundes e Zé Adão Barbosa, a partir da obra de Fernando Pessoa / Elenco: Zé Adão Barbosa / Trilha sonora: Simone Rasslan / Iluminação: Luiz Acosta / Vídeos: Mauricio Casiraghi / Produção Executiva: Priscilla Colombi, Diego Acauan e Francisco de los Santos / Cenografia e figurino: Zé Adão Barbosa e Patrícia Fagundes / Participação especial (vídeos): Marina Mendo e Rossendo Rodrigues / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 60 minutos

 

 

CNPJ- uma comédia totalmente ficcional (RS)


Dias 10 e 11, às 20h
Sala 309 da Usina do Gasômetro
 
Espetáculo irônico e mordaz sobre as relações de poder em um ambiente de trabalho. Qualquer trabalho. Uma metáfora a todo ambiente excessivamente competitivo, onde os limites sempre podem ser ultrapassados. Até onde as pessoas vão para conseguir o que querem? O Teatro Sarcáustico levanta esta questão e traz ao palco um ambiente hostil. A montagem conta com uma estrutura diferente: um reality show é promovido entre os atores para que a equipe do espetáculo eleja o “Melhor Ator”. O elenco é submetido a uma prova diferente – desconhecida pelos atores - a cada dia que irá eliminar um deles, numa disputa que pode levar ao público quatro finais distintos.


Ficha técnica
Direção: Daniel Colin / Texto: Daniel Colin e Thais Fernandes / Elenco: Daniel Colin, Guadalupe Casal, Juliana Kersting e Ricardo Zigomático / Iluminação: Casemiro Azevedo / Trilha sonora: Daniel Colin, Rafael Lopo e Ricardo Zigomático / Figurino: Guadalupe Casal / Cenário: Rodrigo Shalako / Assitência de direção: Thais Fernandes / Direção de atores: Denis Gosch / Contra-regra: Douglas Dias / Produção: Fio Produtora Cultural (Guadalupe Casal e Cristiane Marçal) / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 90 minutos

 

Casa das especiarias (RS)


Dias 13 e 14, às 20h
Teatro do Museu do Trabalho
 
Motivada pelas sensações provocadas pelas especiarias, a companhia Terpsí Teatro de Dança faz da instalação coreográfica Casa das especiarias um convite a novas experimentações. Cenário e figurino contam com produtos reciclados e da biodiversidade, manejados tradicionalmente por artesãs agricultoras e pescadoras do Rio Grande do Sul. O espectador é instigado a envolver-se em experimentações despertadas inicialmente pelo olfato e paladar, num espaço repleto de cheiros, sabores, amores e dores. Um lugar de visitas. Ao se apropriar do espaço, a obra traz, além do seu lado acolhedor e provocador de lembranças, uma mistura de linguagens, onde dança, música e projeções se unem.  


Ficha técnica
Direção e Concepção: Carlota Albuquerque / Elenco: Angela Spiazzi, Raul Voges, Francine Pressi, Gelson Farias, Edson Ferraz e Natália Karam / Trilha sonora original: Vagner Cunha / Trilha sonora pesquisada: Carlota Albuquerque / Edição e mixagem de trilha pesquisada: Murilo Assenato / Iluminação: Guto Grecca / Cenário: Raul Voges e Terpsí Teatro de Dança / Cenotécnico: Paulinho Pereira / Figurino: Anderson de Souza / Interferências visuais: Darjá Cardozo / Equipe de Produção: Cia. Terpsí Teatro de Dança e S.O.S Daughters (Anita & Clara) / Criação de Imagens e Fotos: Claudio Etges / Recomendação etária: 12 anos / Duração: 65 minutos

 

 

A serpentina ou meu amigo Nelson (RS)


Dia 21, às 15h
Casa do Artista Rio-grandense
ENTRADA FRANCA
Descentralização da Cultura
 
O espetáculo de rua inspirado na última peça de Nelson Rodrigues, A serpente é marcado pelo tom farsesco e tem como referência o universo do Carnaval. O trabalho busca experimentar uma linguagem diversa para contar a história das irmãs Guida e Lígia: enquanto Guida é feliz com seu esposo, Lígia vive a decepção de um casamento infeliz. A fim de ajudar a irmã que pensa em morrer, Guida lhe oferece o seu próprio marido para que passem uma noite juntos. Depois desse acontecimento, em uma noite de Carnaval, nada mais será como antes.
 

Ficha técnica
Direção: Evelise Mendes / Texto: Grupo Pindaibanos, baseado na obra de Nelson Rodrigues / Elenco: Alexandre Borin, Evelise Mendes, Fabiana Santos, Fábio Cuelli, Marcelo Pinheiro, Plínio Marcos Rodrigues e Tefa Polidoro / Trilha sonora: o grupo / Figurino: Létz Pinheiro e grupo / Cenário: Gyan Celah e grupo / Preparação musical: Fábio Cuelli / Produção: Viviane Falkembach - Íris Produções / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 50 minutos

 

A noite árabe (RS)


Dias 20 e 21, às 19h
Teatro do Goethe
 
Na noite árabe de Schimmelpfennig os personagens vivem mal acordados como em um sonho, onde a realidade lhes escapa e se mistura com a fantasia ou, às vezes, pesadelo. Os mesmos encontros repetidos à distância do tempo da morte, que está à espreita. Duas mulheres, três homens e um edifício residencial. Muitos átomos cruzando e colidindo desesperadamente, tentando anexar os seus desejos, sua solidão e semear seus destinos menos anônimos. Um beijo seria suficiente, mas como encontrar os melhores lábios no labirinto dos corredores, do elevador...pequenos pensamentos obsessivos concretos, que desnecessariamente se segregam.


Ficha técnica
Direção: Alexandre Dill / Texto: Roland Schimmelpfennig / Elenco: João Pedro Madureira, Thainá Gallo, Emanuele de Menezes, Igor Pretto e Gabriel Faccini / Trilha sonora: Pedro Petracco / Cenário: Bruno Salvaterra / Figurino: Fabrizio Rodrigues / Iluminação: Igor Pretto / Preparação vocal: Lígia Motta / Direção de fotografia e vídeo: Gabriel Faccini e Pedro Henrique Risse / Assistência de direção: Filippi Mazutti / Operação e montagem de luz: Daniel Fetter / Operação de som: Vicente Vargas / Mapeamento de videos: Maurício Casiragi / Operação de Vídeo: Matheus Wathier / Produção: Palco Aberto Produtora / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 55 minutos

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Natalício Cavalo (RS)

Dias 7 e 8, às 22h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
Segunda edição da Trilogia Festiva, da Cia Rústica de Teatro, o espetáculo lança um olhar festivo à experiência da mortalidade, entendendo que vida e morte são parte de um só movimento. Natalício vive suas vidas e várias mortes em aventuras poéticas pelos caminhos do sul, um anti-herói que vaga entre a cidade e o pampa durante o século XX, celebrando a vida e encontrando a morte em mais de uma esquina. Vida, morte e memória se encontram na trama de trajetórias que atravessa a composição dramatúrgica: a do próprio Natalício - que já está morto -, e a dos atores e personagens que buscam reconstituí-la, tecendo fragmentos e imaginando o que não sabem. Uma celebração do tempo e dos espaços que habitamos, e que outros habitaram antes de nós.

Ficha técnica: 
Direção e dramaturgia: Patrícia Fagundes / Elenco: Heinz Limaverde, Marina Mendo, Lisandro Bellotto, Priscilla Colombi, Rossendo Rodrigues e Marcelo Mertins / Trilha sonora: Arthur de Faria / Preparação musical: Simone Rasslan / Cenografia: Rodrigo Shalako / Figurino: Daniel Lion / Vídeos: Maurício Casiraghi / Assistência de direção: Anderson Belotto e Maurício Casiraghi / Direção de Produção: Patrícia Fagundes / Iluminação: Lucca Simas / Recomendação etária: 14 anos / Duração: 85 minutos

Música de cena- Arthur de Faria e trupe


Dia 5, às 19h
Teatro do SESC
 
Música e artes cênicas dividem o palco em um repertório repleto de canções que foram trilha sonora de filmes e peças de teatro. Executadas por uma grande e animada trupe, conduzida pelo o maestro e compositor Arthur de Faria, sob a direção Áurea Baptista,  Música de cena foi surgindo aos poucos: primeiro a compilação das músicas, depois a vontade de juntá-las em dois álbuns, um com trilhas de cinema outro com trilhas de teatro e, por fim, a ideia de colocá-las, antes disso, em um palco, acompanhadas por quem entende muito do assunto: músicos e atores, com seus figurinos e maquiagens, misturando os climas de peças como Solos Trágicos, Wonderland e o que Michael Jackson encontrou por lá, Natalício Cavalo, O casamento do grande mágico Maycon Estallone, Os Plagiários – uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues, Marxismo, ideologia e rock´n´roll e Antígona, entre outras. O resultado? Um bando. Uma festa. E todos estão convidados!
 

Ficha técnica
Concepção e músicas: Arthur de Faria/ Direção: Áurea Baptista. Elenco: Diego Steffani, Marina Mendo, Frederico Vittola, Gustavo Susin, Jéferson Rachewsky, Marcello Crawshaw, Pingo Alabarce, Valquiria Cardoso e Ursula Collischonn / Iluminação: Wander Wildner/ Duração: 1h15 minutos / Recomendação etária: 14 anos

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mandinho (RS)


Dia 14, às 20h
Teatro Renascença
 
O espetáculo Mandinho - “criança pequena” no gauchês falado na fronteira com o Uruguai - é a recriação cênica das canções do disco infantil homônimo de Leandro Maia. Com doze composições, o espetáculo musical ao vivo conta com a participação do autor em interação com bonecos e outras formas animadas, manipuladas pela Cia Gente Falante. As letras das canções estabelecem personagens e situações ligadas à infância de forma lúdica e inteligente, abordando temas ligados à vida familiar e social de forma rica e divertida. Tanto situações cotidianas quanto histórias fantasiosas nutrem o trabalho, marcado pela magia e sensibilidade que contagia o público pela forte presença de brasilidade, em ritmos como samba, baião, maçambique, maracatu, frevo, valsa, afoxé, milonga e chamamé e ritmos de outros países como polca, tango, candombe e chacarera. O show conta com participações especiais de André Mehmari, Simone Rasslan, Luiz Ribeiro e Álvaro RosaCosta, além do elenco de músicos e atores-manipuladores.
 

Ficha técnica
Direção: Maria Fonseca Falkembach / Autor: Leandro Maia / Elenco: Leandro Maia, Thiago Colombo, Fábio Mentz, Felipe Karam, Edu Pacheco, Paulo Martins Fontes, Eduardo Custódio, Marilize Obregón, Nil Gomes, Paulo Gaiger e Rogério Constante / Participações especiais: André Mehmari, Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Luiz Ribeiro / Cenário e Ilustrações: Rodi Núñez / Iluminação: Fernando Ochôa / Música: Leandro Maia / Figurinos: Manuela Gastal / Bonecos e outras formas animadas confeccionadas e manipuladas pela Cia Gente Falante  / Realização: Leandro Maia e Cia Gente Falante / Recomendação etária: livre / Duração: 50 minutos

segunda-feira, 6 de maio de 2013

20º Porto Alegre em Cena abre inscrições para espetáculos locais

INSCRIÇÕES PARA GRUPOS LOCAIS ESTÃO ABERTAS!

O Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena está recebendo até 31 de maio inscrições de grupos artísticos (teatro, dança e música) de Porto Alegre interessados em participar de sua 20ª edição, que acontecerá de 3 a 23 de setembro de 2013.
 
As inscrições devem conter: DVD do espetáculo completo, fotos, sinopse, ficha técnica e clipagem de imprensa escrita sobre o espetáculo que desejarem apresentar. O material deve ser enviado para Porto Alegre Em Cena – Inscrições - Travessa Paraíso, 71 - Porto Alegre- RS - 90850-190. 
 
Mais informações em http://www.poaemcena.com.br/
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nossa vida não vale um Chevrolet por Jeferson Cabral


Dar voz às sombras
     Desde a entrada no espaço em que se realizará a encenação, presenciamos a relação estabelecida entre esses seres humanos, que resistem à vida da maneira que podem. Indivíduos que ao nosso primeiro olhar exalam certa marginalidade, mas quando a história desse bando de seres começa a ser contada vemos que a alma humana é complexa em qualquer classe social.
     Mário Bortolotto, renomado dramaturgo paranaense e que também atua nos campos da direção e atuação teatral, nos apresenta na peça Nossa vida não vale um Chevrolet o desenrolar torpe de vidas repletas de incertezas e tragédias. Sentimos ressoar ao longe as vozes desses personagens que são excluídos da sociabilidade padrão de nosso meio social e levam suas vidas nos emaranhados caminhos do submundo.
     A ambientação deste universo de relações humanas voltadas para o crime foi construído no Centro Cenotécnico, que por sua energia e arquitetura nos transportam a um ambiente sufocante condizente com a proposta da encenação. O cenário nos remete ao interior de uma oficina mecânica constituindo um espaço único de encenação com diversos focos de atuação, pequenos universos que em determinados momentos dialogam. Os elementos espalhados pelo espaço são uma reinvenção de artefatos metálicos, que se transformam em objetos de cena. Esses elementos juntamente com os figurinos formam uma estilização urbana de um ambiente soturno, que esconde as aspirações secretas de cada personagem.
      A história narra a trajetória de irmãos após a morte de seu pai. Esse é o mote que revela a desestrutura familiar em que se encontram, pois sua mãe também vive uma vida longe dos filhos. A maneira que essa família encontrou para sobreviver foi a criação de uma quadrilha de roubo de carros, atividade que o irmão mais novo Slide (Duda Cardoso) não consegue exercer com o mesmo empenho e acaba preso. Uma trama paralela ocorre com os irmãos, eles conhecem e se relacionam com a mesma mulher. Essa ramificação da trama confere uma atmosfera poética à peça, porque os desencontros e a busca por preencher o vazio da existência é o ideal de vida de Silvia (Morgana Kretzmann), personagem que vive com suas perdas e novas possibilidades de ser feliz e acaba sua trajetória no mesmo estado em que iniciou; e os irmãos são peças desse quebra-cabeça da solidão. Existe outro núcleo na história composto pelos personagens Suruba (Guilherme Zanella), Love (Plínio Marcos) e Guto (Carlos Azevedo), esses personagens exercem sua função dentro do meio social em que vivem, como o agenciador de lutas, o gogo boy e o viciado em cocaína e perpassam o caminho trilhado pelos irmãos no decorrer da história.
     A direção de Adriane Mottola é repleta de inventividade. A encenação obteve um ritmo que me prendera a atenção até seu final eletrizante, em que vemos a família se desestruturando em um embate de laços de sangue, que é o único elo desses irmãos que acabam destroçados por estarem sempre sendo alimentados pelo sentimento de falta. A montagem nos preenche de energia e reflexão sobre o olhar que damos a esta realidade, pois basta olharmos para algumas esquinas e as presenciaremos.
     Em Nossa vida vão vale um Chevrolet, vemos a força do teatro gaúcho em uma produção rica em detalhes e excelência artística.
*Jeferson Cabral é graduando no Departamento de Arte Dramática da UFRGS

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Queremos uma ciclovia/Queremos un carril bici por Marcelo Delacroix


Mais um fruto dessa intensa integração cultural entre o RS e os países do Prata resulta no belo espetáculo infantil que poderia se chamar Queremos uma ciclovia & Outras historias divertidas pois não se restringe a abordar apenas esse assunto, que é da hora. As apresentações durante o Porto Alegre em Cena foram a estreia do show,lançamento do CD infantil contendo 14 músicas e um rico material gráfico que inclui cartões com desenhos, jogos e origamis que ajudam a transportar o ouvinte para o universo das canções.
Queyi (pronuncia-se quei-i, ou como dizem os uruguaios: que-ji) é pianista e cantautora espanhola radicada em Montevideo, e preserva um lado criativo, imaginativo e inquieto de criança, encontrando em Ana Prada a parceria de uma "moleca" que cresceu no interior do Uruguai, subindo em árvores, andando a cavalo e jogando futebol com os meninos. Evocando suas crianças interiores, as duas criaram (com a colaboração de outras duas amigas) essas canções divertidas para clamar por uma ciclovia, mas também para falar sobre muitos outros assuntos. E as duas encontraram no gaúcho Marcelo Corsetti a parceria necessária para tornar o projeto uma realidade.
Os temas das letras são os mais diversos: medo de dormir sozinho, não gostar de comer verduras, não querer tomar banho ou, ainda, o incrível caso de amor envolvendo um golfinho, uma flor, um cactus, um gato tricolor e um pardal – e de como todos eles foram parar dentro de uma banheira. E dessa canção se pode tirar a síntese do espetáculo na frase "...que nunca ninguém te diga a melhor maneira de amar". Algo assim entre lúdico, divertido e ecológico, com pitadas de nonsense. São canções de harmonias simples, melodias gostosas e fáceis de aprender, com arranjos divertidos e extremamente bem executados pelos excelentes músicos Luke Faro (Bateria), Gustavo Ferreira (baixo), e Giovani Barbieri (teclado), mais a participação de Angelo Primon (sitar), todos capitaneados pelo Marcelo Corsetti, que além da guitarra tocou também o Ukelele e se saiu muito bem atuando e dando textos – o que, suponho, tenha grande mérito na direção cênica de Lucia Bendati.
Na linha de frente, completando o time e cantando ao lado de Ana e Queyi, a porto-alegrense Vanessa Longoni esbanja simpatia, fazendo a ponte de comunicação com o público. E as três muito afinadas, cantando juntas em espanhol e português, de forma muito natural e tranquila, acostumando o ouvido dos pequenos a esse idioma híbrido falado por aqui.
Os figurinos multicoloridos criados pelo Cláudio Benevenga ajudam a manter a cena atraente e divertida, juntamente com o cenário de rodas de bicicletas suspensas, que vez ou outra giram refletindo sombras ao fundo, compondo a cena com os desenhos de Queyi projetados no telão.
Ao término do espetáculo, para me cercar de opiniões avalizadas, consultei dois outros críticos especializados e implacáveis. Layla (6), que acompanhou as músicas batendo palmas no ritmo, quando perguntada sobre o que ela mais gostou, não vacilou na resposta: - TUDO! Comprou o cd na saída e levou mais dois para dar de presente para os amigos. Já o Henrique (9), mostrou-se um pouco frustrado por não ter conseguido entender direito as letras das músicas. Realmente as vozes estavam um pouco “enterradas” entre os instrumentos, e mesmo em português a compreensão esteve um pouco difícil. Detalhes de estreia, que certamente devem ter sido resolvidos já no segundo dia.
Ao final, a sensação de prazer pelo trabalho sensível, estimulante, divertido e bem cuidado nos detalhes. Um convite à imaginação e à consciência de que a vida pode e deve ser prazerosa e divertida, e "...que nunca, nunca, ninguém te diga a melhor maneira de amar". 

* Marcelo Delacroix é músico

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Memórias- uma homenagem a Carlinhos Hartlieb por Arthur de Faria

MEMÓRIAS
Carlinhos Hartlieb


Escreva aí no seu caderno essas memórias
De uma geração que contemplou no tempo que passou, passou, as vossas glórias

Escreva aí a moda de 71, escreva aí a moda de 71
Fita no cabelo, filho nas costas, pé na estrada
Na Holanda, na Turquia, Londres, Bahia
Ou Enseada (ou Encruzilhada)

Escreva aí que tentamos morar juntos
Escreva aí que chegamos a viver juntos
Lavrando e semeando o mesmo chão
Fazendo e comendo o mesmo pão
E a fome foi maior do que a vontade de mastigar cada pedaço

Escreva aí que Deus ainda não foi achado
E houve quem correu e quem ficou sentado
Nessa nova era
Que falou desse novo homem
O tempo que passou, o fumo que queimou e ardeu nos olhos
De quem sonhou amar

Eu nasci em 1968. Em 71, tinha três anos de idade e gostava mesmo era do Topo Gigio (mas aos seis já era fã dos Almôndegas). Portanto estava blindado a grande parte do clima “reencontro geracional” que teve o show em homenagem ao Carlinhos na abertura do Em Cena. Melhor pra mim? Pior pra mim? O fato é que memória afetiva não havia (a não ser com Maria da Paz e Admirado por todos, do Paralelo 30, LP que eu gastei lá pelos 15 anos de idade – e Carlinhos e Nelson eram os meus preferidos ali). Com isso, eu escutava músicas, não lembranças. E aí, é preciso dizer, boa parte daquele repertório não faz muito sentido hoje, a não ser como o retrato de época e de um artista e personalidade essencial na cidade do festival, muito menos conhecido do que deveria. Mas quando se escuta uma canção como Memórias – ou tantas outras – fica aquele sensação de quanto ele ainda poderia ter feito. É como fazer um show com o melhor de, sei lá, Bebeto Alves, parando lá pelos seus trinta e tantos. Boa parte do melhor de Bebeto foi composto DEPOIS disso. Um depois que Carlinhos não teve.

Mas saindo do autor e indo para o espetáculo em si. A gente olha e pensa como faz falta pra uma cidade ainda tão amadora, onde a maior parte dos músicos fingimos um nível de realização de espetáculo que não temos, um espetáculo como esse. Absolutamente profissional em cada detalhe, pensado (creio que, basicamente, pelo Renê Goya e pelo Marcelo Delacroix, mas certamente com muita participação da imensa equipe) em mínimos detalhes, bem acabado num nível vários degraus acima da média do que é feito nessa cidade que, felizmente, tem momentos como o Em Cena para se iluminar e fingir um cosmopolitismo que não tem.
Parabéns a cada integrante e, na banda, a bela realização de um time de músicos advindos de praias as mais diversas, que não fecharam a sonoridade em algo que poderia ser datado – o que não seria grave nesse contexto – ou pavorosamente “modernizado”, como algumas vergonhas que já vi em espetáculos do gênero. Além de toda a competência da banda – os grandes Luciano Albo no baixo, Duda Guedes na bateria (que também toca percussão, mas não no mesmo nível) e Nicola Spolidoro (o que tá tocando de guitarra e violão a criatura!) -, também o carisma da linha de frente do palco tinha tudo a ver com o saudável e cativante clima de ripongagem reinante: Beto Chedid e Marcelo Delacroix, Vivi Schäfer e Mateus Mapa estourando de felicidade.

Showzão.
 
*Arthur de Faria é músico e jornalista

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os plagiários: uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues

Dias 5, 6 e 7 de setembro, às 21h - Centro Cenotécnico

O Conexão em Cena – formação, intercâmbio e montagem reuniu os quatro grupos premiados com o Prêmio Braskem 2011 - Teatro Sarcáustico, Companhia Santa Estação, Cia. Caixa do Elefante e Falos & Stercus - num projeto inédito. A ideia era que, juntos, idealizassem e encenassem um espetáculo em homenagem a Nelson Rodrigues durante o Porto Alegre em Cena. Diones Camargo foi o dramaturgo escolhido para escrever o texto e os grupos selecionaram o elenco e deram início a esta inédita direção coletiva. O resultado será conferido na 19ª edição do festival, no Centro Cenotécnico.
Os plagiários: uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues é ambientado em quatro tempos distintos: no presente imediato, um homem é atropelado; enquanto isso, um repórter vai à procura do dramaturgo Nelson Rodrigues para uma entrevista a respeito da primeira montagem de seu texto mais famoso quando é surpreendido com a notícia da morte do polêmico escritor. Num período indefinido, um grupo de teatro representa uma peça que vai mudando conforme o andamento dos ensaios. Por fim, chegamos em 1942, quando após uma inexpressiva estreia como autor teatral o jovem Nelson Rodrigues divide-se entre a redação do jornal em que trabalha e as madrugadas insones a fim de concluir a sua nova e mais ambiciosa obra – um drama psicológico sobre uma mulher que mistura fatos, memórias e alucinações, enquanto agoniza numa mesa de operação. Ao mesmo tempo, um reconhecido diretor polonês, Zbigniew Ziembinski, desembarca no Brasil, fugindo da guerra que assola a Europa. Sem conhecer nada da língua e dos costumes locais, ele agora não passa de mais um entre os muitos rostos que circulam pela então capital federal da República. Tão incógnito quanto os integrantes do grupo que se intitula “Os Comediantes”. Formado por atores amadores provenientes das mais diversas áreas e classes sociais, eles esperam o momento em que as cortinas dos teatros profissionais finalmente se abrirão frente aos seus olhos. 
Em meio a esta confusão de vozes e estilhaços de memórias, o público presenciará um desfile de personagens e acontecimentos que se embaralham na mente do atônito repórter. Valendo-se da mesma estrutura utilizada pelo genial e controverso "anjo pornográfico” para compor sua obra-prima, Vestido de noiva – a alternância entre planos temporais distintos e o entrelaçamento de ficção e realidade –, esta é uma recriação para os palcos sobre o nascimento da montagem que revolucionou o moderno teatro brasileiro, e que gravou o nome dos seus protagonistas no muro de mármore da história da arte mundial. 

Ficha técnica:
Direção: Guadalupe Casal, Jezebel De Carli, Mário de Balenti e Marcelo Restori / Texto: Diones Camargo / Coreografia: Larissa Sanguiné / Colaboração cênica: Carolina Garcia / Elenco: Alice Maria Paiva, Ana Luiza Bergmann, Anna Júlia Amaral, Bia Noy, Carla Cassapo, Cris Bocchi, Camila Vergara, Carol Martins, Elison Couto, Filippi Mazutti, Fredericco Restori, Frederico Vittola, Gabriela Greco, Jaime Ratinecas, Lívia Perrone, Manuela Albrecht, Nátali Caterina Karro, Pedro Nambuco, Roberta Alfaya, Raissa Panattieri, Rafael Becker, Thaiane Estauber, Viviana Schames e Valquiria Cardoso / Figurino: Daniel Lion / Cenografia: Daniel Lion / Trilha sonora: Arthur De Faria / Preparação de voz: Francis Padilha / Iluminação: Daniel Fetter e Fabricio Simões / Técnico de Som: Zé Derly / Fotos: Regina Peduzzi Prostskof / Produção Executiva: Luana Pasquimell / Realização: Porto Alegre em Cena / Recomendação Etária: 12 anos