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terça-feira, 13 de agosto de 2013

O baile dos Anastácio (RS)


Dia 14, às 17h, na Usina do Gasômetro
Dia 15, ao meio-dia, no Parque Farroupilha
Descentralização da Cultura
 
O foco central da narrativa do espetáculo é o desejo de Riograndino Anastácio e sua esposa Minuana de casar a filha e a busca de um pretendente cujos dotes impulsionem os negócios da família. Parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da terra, a peça utiliza como metáfora o casamento arranjado que ignora o desejo da mulher para apresentar personagens como Octávio Farroupilha, um gaúcho de boutique, que trabalha como advogado, mas não passa de um malandro com histórico de grilagem de terra. Ele disputa a mão de Maria Pampiana com outros candidatos, entre eles um anarquista, um empresário e um político, todos apresentados como alegorias dos diferentes interesses em relação à utilização dos recursos naturais da terra. Esses e outros personagens se unem para contar esta fábula repleta de encontros, desencontros, peleias, danças e namoros de forma divertida, dinâmica e bem humorada.
 

Ficha técnica
Direção: Claudia Sachs / Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu / Elenco: Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite, Karine Paz, Mariana Hörlle, Paulo Brasil e Paulo Roberto Farias / Trilha sonora: Diego Silveira, Mateus Mapa e Simone Rasslan / Cenografia: Luis Marasca / Figurinos: Alexandre Magalhães e Silva / Recomendação etária: livre / Duração: 55 minutos
 

A serpentina ou meu amigo Nelson (RS)


Dia 21, às 15h
Casa do Artista Rio-grandense
ENTRADA FRANCA
Descentralização da Cultura
 
O espetáculo de rua inspirado na última peça de Nelson Rodrigues, A serpente é marcado pelo tom farsesco e tem como referência o universo do Carnaval. O trabalho busca experimentar uma linguagem diversa para contar a história das irmãs Guida e Lígia: enquanto Guida é feliz com seu esposo, Lígia vive a decepção de um casamento infeliz. A fim de ajudar a irmã que pensa em morrer, Guida lhe oferece o seu próprio marido para que passem uma noite juntos. Depois desse acontecimento, em uma noite de Carnaval, nada mais será como antes.
 

Ficha técnica
Direção: Evelise Mendes / Texto: Grupo Pindaibanos, baseado na obra de Nelson Rodrigues / Elenco: Alexandre Borin, Evelise Mendes, Fabiana Santos, Fábio Cuelli, Marcelo Pinheiro, Plínio Marcos Rodrigues e Tefa Polidoro / Trilha sonora: o grupo / Figurino: Létz Pinheiro e grupo / Cenário: Gyan Celah e grupo / Preparação musical: Fábio Cuelli / Produção: Viviane Falkembach - Íris Produções / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 50 minutos

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tocaia (RS)

Dia 17 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Ernesto Pasqualini - Restinga
Dia 18 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Afonso Guerreiro Lima – Lomba do Pinheiro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Inspirado no universo regionalista, especialmente nos contadores de causos do interior do Brasil, Tocaia simula uma “contação” na qual três atores representam um crime de sangue. O espetáculo valoriza a corporalidade e o caráter tragicômico da atuação, revelando uma visão, ao mesmo tempo, irônica e amarga sobre a fatuidade do destino humano. Tocaia faz parte do projeto Teatro como veículo de diálogo sócio-cultural, em que, através do Teatro de Rua, os atores do Terceira Margem Grupo de Teatro buscam construir conhecimentos artísticos sobre brasilidade. O espetáculo realizou 15 apresentações em bairros como Restinga, Mário Quintana, Bom Jesus, Vila Cruzeiro, Ilha da Pintada, dentre outros, com o financiamento do Fumproarte da Secretaria Municipal da Cultura e participou do 4º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre.
Ficha técnica:
Direção: Xico de Assis / Texto: Terceira Margem Grupo de Teatro / Elenco: Marcelo Fantin, Rodrigo Ruiz e Xico de Assis / Músicos: Fernando Ávila e Gabriel Görski / Cenários, Figurino e Adereços cênicos: Marco Fronckowiak / Direção musical: Luciana Prass / Produção: Eliza Pierim / Realização: Terceira Margem Grupo de Teatro / Duração: 70 min / Recomendação etária: 16 anos

Quiçá se fosse (RS)

Dia 05 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas – Eixo Baltazar
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Com elementos presentes na música latino-americana, Quiçá, se fosse apresenta diálogos poéticos entre música e letra. Em um repertório de músicas inéditas, a dupla André Paz e Roger Wiest apresenta um leque de possibilidades sonoras com a ajuda de uma diversificada variedade de instrumentos, interpretando as canções de forma bastante peculiar: os  músicos tocam diversos instrumentos e contam com a participação da plateia na execução de algumas músicas, apresentando arranjos vocais elaborados. O grupo Casa de Madeira pesquisa e produz arte a partir das linguagens do teatro e da música. Foi responsável pelo premiado espetáculo As bufa – Prêmio Açorianos 2008 – que circulou por 25 cidades da região Sul em 2010, graças ao Prêmio Funarte.
Ficha técnica:
Direção: André Paz e Róger Wiest / Elenco: André Paz e Róger Wiest / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

Queremos uma ciclovia/Queremos un carril bici (RS/Uruguai)

Dia 10 às 15h – Escola Estadual de Ensino Fundamental Antão de Farias
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca (Também se apresenta fora do projeto da Descentralização nos dias 08 e 09, às 17h – Teatro CIEE)
No ano em que o festival homenageia a produção teatral uruguaia com um expressivo número de obras do país vizinho, esse espetáculo constitui um presente ao público local. Queremos uma ciclovia é o show resultante do disco homônimo, gravado em Porto Alegre durante o ano de 2011, com quatorze canções escritas especialmente para crianças, nas vozes de Ana Prada e Queyi (versão em espanhol) e Vanessa Longoni (versão em português). A produção do álbum, gravado no Brasil, é do gaúcho Marcelo Corsetti. O trabalho musical consiste em quatorze histórias desenhadas em quebra-cabeças, bonecas de papel origami e jogos que acompanham as músicas. O show contará com a presença de um grupo muito especial de músicos gaúchos, todos com grande destaque em nosso Estado, que fazem incursão inédita no universo infantil. A linguagem metafórica foi utilizada para facilitar a compreensão do conteúdo das letras. Diferentes temas, relacionados ao cotidiano infantil, tais como o medo de dormir sozinho, não gostar de comer verduras, não querer tomar banho são ressignificados, para mostrar que é possível ultrapassar as fronteiras impostas pelo ritmo da vida moderna nas grandes cidades usando a imaginação. O espetáculo contará com a participação especial das artistas Queyi (Espanha) e Ana Prada, cantora uruguaia que já se apresentou com grande êxito no Em Cena. Um luxuoso sistema de projeções dos jogos e personagens mostrará um espetáculo cativante e encantador para crianças de todas as idades. 
Ficha técnica:
Criação e Composição: Ana Prada e Queyi / Músicos: Vanessa Longoni (vocais), Luke Faro (Bateria), Simone Rasslan (vocais e piano), Gustavo Ferreira (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra) / Produção musical: Marcelo Corsetti / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

O feio (RS)

Dia 22 às 19h30 – Circo Girassol – Leste
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Eu continuo sendo eu se me vejo como outro? O feio é uma ousada comédia que se propõe a refletir sobre o culto à beleza e a sociedade de consumo – importantes questões da vida contemporânea. Privado do sucesso profissional por ser feio, Lette encontra na cirurgia plástica a solução para ascender socialmente. Uma sequência de fatos, porém, o deixa perdido em indagações acerca de sua própria identidade. A inédita montagem do texto no Rio Grande do Sul marca o início da ATO Cia. Cênica, um coletivo de jovens artistas oriundos da área do teatro e do cinema.
Ficha técnica
Direção: Mirah Laline / Texto: Marius Von Mayenburg / Tradução: Christine Röhrig / Adaptação: O grupo / Elenco: Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues / Trilha sonora pesquisada: Mirah Laline / Iluminação: Luciana Tondo e Lucca Simas / Figurinos: Marina Kerber / Cenografia: O grupo / Criação de vídeos: João de Queiróz e Maurício Casiraghi / Operação de vídeos: Maurício Casiraghi / Operação de luz: Luciana Tondo / Operação de som: Manu Goulart / Duração: 90min / Recomendação etária: 16 anos

Música de imaginar (RS)

Dia 11 às 15h30 – CESMAR Centro Social Marista - Nordeste
Dia 14 às 15h – Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva – Cruzeiro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

O espetáculo, realizado pelo Grupo Aquarela, com direção de Daniel Colin, conta a história de Alice, uma menina esperta e feliz que vive a infância intensamente. Certo dia, ao entrar em seu quarto, se depara com Lábaros, um personagem muito rabugento que veio de um mundo sem cor, onde não existe imaginação. Com ajuda de seus brinquedos e através de belas canções, Alice vai tentar mostrar a Lábaros a importância de imaginar e de viver a vida com o encanto típico das crianças. Durante a peça, o espectador adulto é convidado a reviver sensações e situações típicas da infância e o público infantil encontra nas canções estímulo à imaginação e à valorização de conceitos como amizade, amor, respeito às diferenças e lealdade.
Ficha técnica:
Direção: Daniel Colin / Texto: Totonho Lisboa/ Música: Fredi Bessa / Elenco: Totonho Lisboa e Fernanda Petit / Músicos: Fredi Bessa (violão / guitarra / voz), Vanderlei Fontanella (saxofone), Tiago “Teimoso” Ritter (baixo) e Luciano Rodhen (percuteria) / Figurinos: Leopoldo Schneider / Iluminação: Carol Zimmer / Cenário: Tchakaruga de Paranaguá / Maquiagem: Aline Rodrigues / Técnico de som e vídeo: André Brasil / Duração: 60min / Recomendação etária: 4 anos

Divinas (PE)

Foto: Renata Pires
Dia 12 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Médio Emílio Meyer
Dia 13 às 19h30 – Instituto Estadual Dom Diogo de Souza
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
O espetáculo é uma celebração teatral que, em clima de brincadeira e poesia, apresenta três figuras contadoras de histórias: as palhaças Uruba, Bandeira e Zanoia, atravessam tempos e geografias diversas numa caminhada sobre a delicadeza e a força feminina na busca dos sonhos. Tudo em diálogo com a música, a poesia popular e a arte do palhaço. Divinas reforça a amizade, as diferenças e a graça de poder caminhar e sonhar juntos, levando ao público a trajetória da vida de forma simples e poética. A montagem demandou mais de um ano de preparação antes de sua estreia, e tem música ao vivo comandada pelo percussionista Luca Teixeira. O trio de intérpretes se destaca na nova cena teatral pernambucana pela vitalidade de suas criações. Para todas as idades, Divinas é uma das mais populares e cativantes atrações do Em Cena 2012.
Ficha técnica:
Direção: Coletiva – Adelvane Néia & Duas Companhias / Texto: Marcelo Pelizzoli, Samarone Lima e Sílvia Góes / Elenco: Fabiana Pirro, Lívia Falcão e Odília Nunes / Trilha sonora: Beto Lemos / Produção musical: Beto Lemos e Leandro Lobo / Figurinos: Fabiana Pirro, Lívia Falcão e Odília Nunes / Iluminação: Luciana Raposo / Duração: 53min / Recomendação etária: 8 anos

Despedida de palhaços (RS)

Dia 16 às 16h – Praça Inácio Antônio da Silva – Belém Novo
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Cansados da condição de vida do artista brasileiro, dois palhaços, PiróCa e Karvalho, realizam sua última apresentação antes de partirem em busca de uma vida menos ordinária. Nessa apresentação, são surpreendidos por um garoto órfão, cheio de esperanças, que sonha ser artista de circo e embarcar nessa aventura com eles. Na bagagem, as frustrações e trapalhadas dessa trajetória, enquanto compartilham o sonho de encontrar um mundo onde a arte seja reconhecida. Uma comédia debochada que brinca com as mazelas de ser artista no Brasil e nos revela a fantástica busca por um pouco de esperança. Financiado pelo FUMPROARTE, Despedida de palhaços é o mais novo espetáculo do grupo Falos & Stercus, que este ano completa 21 anos de trajetória. Com essa peça o Falos volta às origens ao utilizar o teatro de rua como ferramenta de jogo direto com o público, surpreendendo-o em seus trajetos cotidianos e interagindo com a paisagem urbana. O cenário do espetáculo é também o meio de transporte dos palhaços: uma espécie de triciclo gigante carinhosamente apelidado de “Traquingonça”. Com mais de 4 metros de altura, o triciclo é obra do artista plástico e cenógrafo do grupo Luis Marasca, vencedor das edições 2008 e 2010 do Prêmio Açorianos, como Melhor Cenografia. 
Ficha técnica:
Direção: Marcelo Restori / Dramaturgia: Fábio Cunha, Fábio Rangel e Marcelo Restori / Elenco: Fábio Cunha, Fábio Rangel e Fredericco Restori / Iniciativa, Projeto e Produção geral: Fábio Rangel / Cenografia: Luis Marasca / Assistente de cenografia: Lia Rodrigues / Figurinos: Daniel Lion / Trilha Sonora: Fabrício Licks / Fotografias: Antonio Ternura, Tuane Engels e Fernando Pires / Assistente de produção: Cristina Kessler / Realização: Falos & Stercus / Duração: 40 min/ Recomendação etária: Livre

Corsários inversos (RS)

Dia 06 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Montecristo – Centro Sul
Dia 15 às 10h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Anísio Teixeira – Sul
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Piratas em busca de novos tripulantes, os Corsários Inversos navegam pelas praças, ruas e mares dividindo os seus maiores tesouros. Segredos escondidos no silêncio dos versos e das palavras. Três autênticos heróis fora da lei criam um ponto de encontro entre a música, o poema e o teatro de animação num sutil e engraçado jogo entre os personagens e a plateia, onde o olhar é o porto seguro para um precioso escambo de sentimentos. O público, sem restrição de idade, é convidado a mergulhar no lúdico oceano da imaginação, embarcando em estórias que despertam a emoção dos tripulantes desta incrível nau. Premiados profissionais do meio cultural sul-brasileiro, no ano de 2009 em Porto Alegre criaram o Grupo Mosaico Cultural. Com forte atuação na área do teatro de animação, o grupo no seu curto tempo de existência já integrou a programação oficial de festivais internacionais de teatro pelo Brasil além de contar com sede própria com sala de ensaio, oficina de construção e estúdio de gravação na sua cidade de origem. 
Ficha técnica:
Direção: Larissa Sanguiné / Elenco: Nando Cambará, Juliano Cambará e Rafa Cambará / Cenário: Juliano Cambará / Figurinos: Margarida Rache / Produção: Dida Ortiz / Duração: 45 min / Recomendação Etária: Livre

A cobra vai fumar- Uma história da FEB (SP)

Dia 20 às 18h – Casa do Artista Riograndense
Dia 21 às 16h – Parque Farroupilha
DESCENTRALIZAÇÃO- ENTRADA FRANCA
O Teatro Popular União e Olho Vivo completou 45 anos de resistência artística. Seu objetivo principal é a troca permanente de experiências sociais e  culturais com as comunidades carentes de São Paulo e de todo o Brasil. Nessas quatro décadas desenvolveu um fértil trabalho, reconhecido nacional e internacionalmente. Suas encenações têm sempre como estrutura a arte popular brasileira, participando dos principais festivais internacionais da América Latina, Europa e África. No atual espetáculo, o objetivo é colocar ao alcance de todos a trajetória da F.E.B. – Força Expedicionária Brasileira, durante a campanha da Itália na Segunda Guerra Mundial, entre 1944/1945. A ida de soldados brasileiros para lutar na Europa, as implicações políticas e sociais que nortearam essa viagem, retratando o brado de revolta contra todas as injustiças e contra todas as guerras. Cabe destacar que dois dos personagens do espetáculo, Getúlio Vargas e o cabo Oto Muller, são gaúchos. Como em todos os seus espetáculos, o homem do povo será sujeito da ação e não mero objeto. Um espetáculo histórico, musical e brasileiro, trazendo mais uma vez o grupo a Porto Alegre.
Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: César Vieira (Idibal Pivetta) / Assistente de direção: Oswaldo Ribeiro / Cenário, Figurino, Fotos e Vídeo: Graciela Rodriguez / Composição musical: José Maria Giroldo / Coordenação de percussão: Lucas César( Cesinha Pivetta)  / Preparação corporal: Clovis Lima e Douglas Cabral / Iluminação: Gil Teixeira / Produção musical: José Maria Giroldo e Ana Lucia Silva / Elenco: Ana Lucia Silva, Cátia Fantin, Cirena Calixto, Cícero Almeida, Clóvis Lima, Douglas Cabral, Ishac Calixto, ZéMaria Giroldo, Lucas César, Margarida Leme, Monique Flôr, Neriney Moreira, Oswaldo Ribeiro, Priscila Requena,Rafael Werblowsky , Thiago Nogueira e Will Martinez / Duração: 70min / Recomendação etária: 14 anos

A bilha quebrada (RS)

Dia 21 às 18h – Teatro Carlos Carvalho – CCMQ - Centro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

A comédia se passa na aldeia holandesa de Huisum e tem início com a notícia da chegada inesperada do desembargador Walter que, vindo de Utrecht, inspeciona os tribunais dos arredores. Quando o juiz superior chega, conduz o julgamento sobre a quebra do jarro de estimação que pertence a Dona Marta, uma moradora local. Ocorrido na noite anterior, o incidente fez Dona Marta surpreender sua filha, a jovem Eva, com o noivo Ruprecht, em atitude suspeita no interior da casa. O espetáculo com quatro indicações para o Prêmio Açorianos de Teatro 2011 foi ganhador dos prêmios de Melhor Ator (Luís Franke) e Melhor Atriz Coadjuvante (Larissa Tavares).
Ficha técnica:
Direção: Clóvis Massa / Texto: Inspirado na obra de Heinrich von Kleist / Elenco: Ariane Mendes, Claudia Lewis, Larissa Tavares, Luciano Pieper, Luís Franke, Marcello Crawshaw, Marcelo Mertins e Renata Teixeira / Criação de luz: Cláudia de Bem / Operação de luz: Wagner Duarte / Trilha sonora: Marcão Acosta / Maquiagem: Margarida Leoni Peixoto / Figurinos: Rô Cortinhas / Cenografia: Marco Fronckowiak / Projeto gráfico: Dídi Jucá / Duração: 88min / Recomendação etária: 12 anos

sábado, 17 de setembro de 2011

Histórias de uma mala só por Maurício Rosa

Histórias de uma mala só
(ou turismo cultural no eixo Azenha-Baltazar)*
Dia 13 de setembro de 2011, uma terça-feira, embarquei no ônibus T6 no terminal da Azenha. O coletivo subiu a Protásio, dobrou à esquerda lá no SESC e chegou ao triângulo da Assis Brasil. O trajeto alternou avenidas movimentadas com calmas ruas arborizadas. Surpresa! Ao entrar no corredor novo da Baltazar, ela estava irreconhecivelmente urbanizada e moderna. Depois da Ary Tarragô surgiu a Escola Municipal Presidente Vargas aonde aconteceria o espetáculo infantil Histórias de uma mala só. A equipe do POA EM CENA estava com toda a estrutura de som, luz e colaboradores. A Adriane Azevedo preparava o pessoal que sentava-se nos bancos e pontualmente anunciou o início do espetáculo.
Fiquei impressionado com a atenção e participação da garotada no pátio da escola. Vi meninos e meninas de todas as cores. Mas não tenho certeza se vi crianças verdes...Mas tenho certeza que estavam felizes!
Iniciada a apresentação, elas imediatamente entenderam a mecânica do espetáculo e embarcaram na viagem...Cantavam as músicas que eram interpretadas ao vivo com competência. Entendiam com os olhinhos brilhantes o universo imaginário proposto por Elisa Lucas, que é a dramaturga, produtora e atriz do espetáculo. A reação da festiva plateia comprovou o acerto da direção e o talento generoso da protagonista.
A atriz usou com energia e sensibilidade gestos largos apropriados para o grande pátio interno da escola onde aconteceu a encenação. Elisa conduziu com inteligência os pequenos espectadores pelos caminhos estruturais da sua obra, facilitando que eles entendessem as histórias dentro da história que contava. Os vários personagens e seus mundos que surgiam de sua mala encantada despertavam reações de surpresa e deleite. Segurou a atenção com seu olhar expressivo, forte. Iluminou os significados e mostrou o enredo com sua voz clara, modulada e sutilmente didática.
As crianças, e os adultos, saíram satisfeitos por participar da celebração.
Voltando à Avenida Baltazar optei por ir ao centro de lotação. Ar condicionado e música não fariam mal a ninguém...
* Maurício Rosa é iluminador

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tartufo

Tartufo
Dia 19, às 19:30 – Escola Municipal Emílio Meyer – Região 9 - Glória
Dia 21, às 20h – Salão Paroquial da Igreja São José do Murialdo – Região 7 - Partenon

Tartufo é uma das comédias mais famosas da língua francesa de todos os tempos. A peça aborda de maneira cômica as relações humanas que envolvem aqueles que utilizam a fé para adquirirem o poder e a ascensão social. Orgon, respeitado cidadão, vê sua fortuna e sua família ruírem por culpa do personagem título, que deseja tão somente utilizar-se da boa vontade de todos para prometer um céu que nem mesmo ele acredita existir. Confusões, surpresas e muitas canções fazem parte da montagem, que sucede O Avarento, no projeto As Três Batidas de Molière, realizado pelo Grupo Farsa.

Texto: Molière / Direção: Gilberto Fonseca / Assistência de direção: João Pedro Madureira / Elenco: Ariane Guerra, Bruno Hypólito, Carlos Azevedo, Elison Couto, Laura Leão, Lucia Bendati, Marcos Chaves, Plínio Marcos Rodrigues, Tefa Polidoro e Vinicius Meneguzzi / Figurino: Daniel Lion / Iluminação: Gilberto Fonseca e Carlos Azevedo / Trilha sonora: Marcos Chaves / Banda cênica: Rímel in color / Realização: Grupo Farsa / Financiamento: Fumproarte / Duração: 1h / Classificação: 14 anos

Tablao

Tablao
Dia 12, às 19:30 – EMEF Vila Montecristo – Região 12 - Centro-Sul

A força da dança e da música, “baile, cante e guitarra”, tríade que forma a identidade flamenca, são a base do espetáculo. Tablao apresenta cinco bailarinas que, além da dança, executam ao vivo coros e percussão, acompanhadas do poderoso cante flamenco de Sonia Bento e da guitarra virtuosa de Giovani “El Gringo” Capeletti. Com cenário inspirado nos cafés cantantes e tablados de flamenco, o espetáculo busca trazer a essência dessa arte através da atmosfera intimista dos antigos “tablaos”.

Direção e concepção: Cia de Flamenco ‘Del Puerto’ / Direção musical e Guitarra Flamenca: Giovani Capeletti / Cante: Sonia Bento / Coreografias: Andrea del Puerto, Ana Medeiros, Daniele Zill, Juliana Prestes e Miguel Alonso / Baile, coro e palmas: Ana Medeiros Daniele Zill, Juliana Prestes, Juliana Kersting e Tatiana Flores / Percussão: Marcelo Vasconcellos / Iluminação: Fabrício Simões / Operação de luz: Leandro Gass / Operação de som: Zé Derli/André Winowski / Produção: Daniele Zill e Juliana Kersting / Duração: 1h15min / Classificação: Livre

Pessoas III – as memórias

Pessoas III – as memórias
Dia 18, às 20h – SABEM Belém Novo – Região 13 - Extremo Sul

Terceira parte da trilogia Pessoas, em continuidade ao trabalho acerca da obra de Fernando Pessoa e seus heterônimos, em um espetáculo repleto de dança e poesia, onde a palavra percorre os domínios do corpo. Espetáculo de dança contemporânea, dirigido ao público jovem e adulto, coreografado e dirigido por Ivan Motta. Os poemas de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, estão ligados entre si, como por um fio que, ao ser tocado, inevitavelmente altera suas posições. As personagens manifestam uma vontade de viver independente da idéia de seu criador, onde bailarinos e bailarinas representam o autor, seus heterônimos e personalidades, tão vivos como nós e tão fictícios quanto eles.

Direção e coreografia: Ivan Motta / Elenco: Beto Volkmann, Didi Pedone, Letícia Paranhos, Mariano Neto, Rossana Scorza, Alexandre Rittmann e Cristiano Carvalho / Sonorização: André Birck / Iluminação: Arco Íris Iluminação / Produção: Lucida Cultura/Luka Ibarra / Realização: Companhia H / Financiamento: Fumproarte /Duração: 50min / Classificação: 12 anos

O mapa_Cristóvão 400

O mapa_Cristóvão 400
Dia 20, às 21h – Tepa – Região 16 - Centro

O espetáculo tem como mote a apropriação de um prédio histórico e a ocupação total de seu espaço. Usando como ponto de partida o livro O céu que nos protege, de Paul Bowles, a história do casal Kit e Port é contada de maneira fragmentada. O público é dividido em dois grupos e segue por percursos diferentes – o Caminho dos Espelhos, que conta a história sob o ponto de vista de Kit, e o Caminho do Tempo, que privilegia a ótica de Port. O movimento das cenas obedece a lógica do omitir-revelar: em cada caminho obtemos apenas detalhes de cada personagem. O mesmo acontece com o espaço do prédio, percorrido de maneira diversa por cada caminho. O grupo Teatro Geográfico se concentra na pesquisa sobre espaço como agente principal na criação cênica – um espaço totalizante, impondo-se com sua fisicalidade e sua história.

Dramaturgia: Diones Camargo e Tatiana Vinhais / Direção: Tatiana Vinhais / Elenco: Carol Kern, Diego Bittencourt, Fabrizio Gorziza, Francine Kliemann, Frederico Vasques, Lucas Sampaio, Manoela Wunderlich e Pablo Damian / Guias: Anderson Sales e Yuri Niederauer / Trilha sonora, cenografia e iluminação: Teatro Geográfico / Figurinos: Letícia Pinheiro e Isadora Fantin / Assistência de figurino: Greta Assis / Locuções: Alexandre Kumpinski / Fotos e operação de vídeo: Luiza Mendonça / Duração: 1h30min / Classificação: 14 anos

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Isaías in tese

Isaías in tese
Dia 10, às 19h – Ilha Grande dos Marinheiros – Região 17 - Ilhas
Dia 17, às 17h – Centro Cultural Lomba do Pinheiro – Região 4 - Lomba do Pinheiro

Isaías, o bufão narrador, irônico, acusador e simpático, defende sua tese sobre migração. Citando vários exemplos (for exemples, como ele diz) de migração como a animal, material e humana, entre outras. Um desses exemplos é a viagem de um imigrante nordestino que sai de sua terra à procura de uma situação mais estável e encontra, no sul, um modo de escapar da sina de viver sempre à mercê do tempo, da seca, do árido destino do sertão. Suas dificuldades, esperanças, incertezas, enfim, sua adaptação em terras sulistas, são a matéria contada no espetáculo, num texto elaborado a partir de entrevistas com imigrantes residentes no Rio Grande do Sul. O espetáculo é uma produção do Depósito de Teatro, dirigido por Roberto Oliveira.

Dramaturgia: Francisco de los Santos e Roberto Oliveira / Direção: Roberto Oliveira / Assistência de direção: Isandria Fermiano / Texto e atuação: Francisco de los Santos / Preparação de bufão: Daniela Carmona / Preparação corporal: Luciana Hoppe / Figurinos: Coca Serpa / Iluminação: Carol Zimmer / Operação de luz: Maira Prates/ Trilha sonora: Antonio Macalão de los Santos / Cenário: Rudinei Morales / Fotos: Federico Kiran / Duração: 55min / Classificação: 14 anos

Hybris

Hybris
Dia 11 (Descentralização) e 12, às 20h – Hipódromo do Cristal

O novo espetáculo do grupo Falos & Stercus é uma ponte entre o trágico e o contemporâneo. Nele, as paredes se movem em torno do público para imergi-lo no universo fantástico de personagens emparedados num tempo de desmedidas e questionamentos sobre uma civilização que colocou em risco sua própria existência. O público é jogado dentro de lúdicas instalações do artista plástico Luiz Marasca para vivenciar um surpreendente existencialismo erótico, repleto de provocações e gozo estético. Hybris é a desmedida, a geradora do trágico. É esse o paralelo que a dramaturgia do espetáculo faz com nosso tempo de forma contemporânea e não linear. Ao propiciar o encontro entre o arcaico e o contemporâneo, a montagem compõe uma unidade híbrida, na qual o teatro, a dança e as artes visuais dialogam com fluidez para falar da decadência de uma sociedade de emparedados. Fredericco Restori foi indicado ao Prêmio Açorianos de Teatro 2010 como Melhor Ator Coadjuvante e o espetáculo recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Cenografia para Luiz Marasca, no mesmo ano.

Texto e Direção: Marcelo Restori / Atores: Alexandre Vargas, Bia Noy, Carla Cassapo, Cristina Kessler, Fábio Cunha, Fábio Rangel, Fredericco Restori, Jeremias Lopes e Luciana Paz / Bailarinas: Aline Karpinski, Iandra Cattani e Ju Rutkowski / Coreografia: Aline Karpinski / Preparação Vocal e Pesquisa de Canções Folclóricas: Marlene Goidanich / Tradução do texto em latim: Pedro Gonzaga / Preparação de rappel: Fábio Cunha / Trilha sonora original: 4 Nazzo e Cláudio Bonder / Iluminação: Wagner Pinto e Veridiana Matias / Figurinos: Daniel Lion / Maquiagem: Juliane Senna / Cenário e ambientações: Luiz Marasca / Produção audiovisual: Coletivo Inconsciente / VJ: Biah Werther / Realização: Falos & Stercus / Duração: 1h10min / Classificação: 16 anos

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Histórias de uma mala só

Histórias de uma mala só
Dia 06, às 15h – EMEB Liberato Salzano Vieira da Cunha – Região 5 - Norte
Dia 13, às 15h – EMEF Presidente Vargas – Região 14 - Eixo-Baltazar

Uma viajante/narradora com “uma mala só” percorre vários lugares, onde só a imaginação pode nos levar. Em cada lugar que vai, ela encontra uma história diferente, utilizando de diferentes meios de locomoção: trem, avião, navio. Em cada meio de transporte encontra histórias diferentes que vai contando para o público. Ao chegar de volta à sua casa, nossa viajante percebe que sua bagagem está mais cheia do que quando partiu e que quanto mais lugares, mais amigos, mais histórias se conhece, mais a gente cresce. A transição entre as diferentes histórias se dá através da trilha sonora composta por Vinicius Petry, criada especialmente para o espetáculo e executada ao vivo.

Dramaturgia, atuação e produção: Elisa Lucas / Direção, trilha sonora, iluminação e produção: Vinicius Petry / Operação de luz: José Vicente Goularte / Coreografia: Tatiana Miekzarski / Adereços: Maura Sobrosa e Marco Fronckowiak / Projeto pedagógico: Letícia Bottari / Músico Standby: Edd Lannes / Duração: 50min / Classificação: Livre (Recomendado para crianças de 0 a 10 anos.)